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Bolsas europeias sobem com sinais de novos estímulos na Alemanha e China

19 ago 2019
07h11
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As bolsas europeias operam em alta desde o começo do pregão desta segunda-feira, impulsionadas por expectativas de que grandes economias, como Alemanha e China, lancem medidas de estímulo num momento de desaceleração da economia global.

Ontem, o ministro de Finanças alemão, Olaf Scholz, disse que seu país tem o poder fiscal para conter qualquer futura crise econômica com "força total" e sugeriu que Berlim poderá liberar cerca de 50 bilhões de euros para gastos extras. A declaração de Scholz veio dias depois de dados oficiais mostrarem que o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha teve contração de 0,1% no segundo trimestre de 2019 ante os três meses anteriores.

Antes disso, no sábado, o banco central chinês (PBoC) anunciou que mudará a forma de definir uma importante taxa de juros para diminuir os custos de financiamento de empresas e impulsionar a economia do país, que vem sentindo os efeitos de uma prejudicial disputa comercial com os Estados Unidos.

Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam os negócios de hoje com ganhos de cerca de 2% a 3% em reação à iniciativa do PBoC.

Investidores também continuam atentos a sinais de avanços nas discussões comerciais entre EUA e China. Segundo, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, negociadores americanos e chineses deverão conversar via teleconferência "na próxima semana ou em dez dias".

A agenda europeia de indicadores trouxe hoje a taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro, que desacelerou de 1,3% em junho para 1% em julho, segundo números finais da Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia. A estimativa prévia de julho, divulgada no fim do mês passado, indicava inflação um pouco maior, de 1,1%. A leitura final deixou a inflação da zona do euro ainda mais distante da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

Analistas preveem que o BCE deverá relaxar ainda mais sua política monetária na reunião de setembro, diante da inflação contida e do fraco desempenho econômico da zona do euro.

Às 6h56 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,79%, enquanto a de Paris avançava 0,65% e a de Frankfurt se valorizava 0,72%, impulsionada por ações dos dois maiores bancos alemães, Deutsche Bank (+2,6%) e Commerzbank (+2,4%). Já em Milão, Madri e Lisboa, os ganhos eram de 1,09%, 0,40% e 1,08%, respectivamente.

No mercado de câmbio, o euro se fortalecia a US$ 1,1102, de US$ 1,1095 no fim da tarde de sexta-feira, mas a libra seguia a direção oposta, recuando para US$ 1,2117, de US$ 1,2148 na sexta. Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão
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