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Bolsas de Nova York e Ásia fecham em alta apesar de divulgação da inflação dos EUA

Índice de preços ao consumidor do país americano subiu 0,6% em maio e acumula alta de 5% em 12 meses, o maior aumento nessa base de comparação desde 2008

10 jun 2021 17h40
| atualizado às 18h51
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Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta quinta-feira, 10, com as Bolsas da Ásia e Nova York em alta, enquanto Europa cedeu, de olho no avanço da inflação nos Estados Unidos e na decisão do Banco Central Europeu sobre a política monetária da região.

O Departamento do Trabalho americano informou nesta quinta-feira, 10, que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,6% em maio, depois de ter avançado 0,8% em abril, e acumula alta de 5% em 12 meses, o maior aumento nessa base de comparação desde 2008.

O resultado veio acima do esperado por economistas, que projetavam uma inflação de 0,4% em maio, segundo a agência de notícias Reuters. Diante do dado, o mercado voltou a questionar se já não seria a hora do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) apertar sua política monetária pró-estímulos, o que inclui a diminuição do programa de compra de compra de títulos públicos.

No entanto, o recuo abaixo do esperado dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na semana encerrada em 5 de junho, de 9 mil solicitações, também colaborou, por outro lado, para reforçar o posicionamento do Fed de que ainda não está na hora de cortar os estímulos agressivos adotados durante a pandemia. Nesse sentido, a Pantheon Macroeconomics avalia que o CPI não vai alterar a visão da maioria dos dirigentes do Fed de que as pressões ocorrem por fatores transitórios e gargalos na economia.

Ainda sobre o tema, o Banco Central Europeu, como previsto, manteve a sua política monetária inalterada. O banco central ainda divulgou projeções atualizadas, esperando ganho de força da economia da zona do euro no segundo semestre, embora a pandemia da covid-19 siga como risco importante. O BCE elevou projeções para o PIB da zona do euro neste ano e no próximo, esperando agora 4,6% e 4,7%, respectivamente (de 4% e 4,1% em março).

Bolsas de Nova York

O avanço da inflação, visto também como um sinal de retomada da economia americana, ajudou a Bolsa de Nova York a fechar em alta. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq subiram 0,06%, 0,47% e 0,78% cada, com o S&P 500 batendo novo recorde de fechamento. Entre as empresas, a Boeing subiu 0,12%, após a Bloomberg reportar que a United Airlines negocia a compra de 100 jatos do modelo Max da companhia.

Bolsas da Europa

No continente europeu, o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, teve leve alta de 0,03%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,10% - eles foram os únicos a registrar ganhos na sessão de hoje. Do lado negativo, a Bolsa de Frankfurt cedeu 0,06% e Paris recuou 0,26%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa baixaram 0,40%, 0,24% e 0,17%.

Bolsas da Ásia

No continente asiático, os índices fecharam em alta à espera da inflação dos EUA, que saiu apenas quando eles já estavam fechados. A Bolsa de Tóquio subiu 0,34%, enquanto Seul avançou 0,26% e Taiwan registrou ganho de 1,14%. Os índices chineses também subiram, com Xangai e Shenzhen avançando 0,54% e 1,09% cada. Na contramão, a Bolsa de Hong Kong teve perda marginal de 0,01%.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo da Ásia e terminou o pregão desta quinta-feira com novo recorde, em alta de 0,44%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, com os preços do barril ultrapassando os US$ 70, em dia no qual o mercado precifica a chance de uma retomada rápida da demana dos Estados Unidos, diante do avanço da vacinação e a chegada do verão.

O WTI para julho fechou em alta de 0,47%, em US$ 70,29 o barril, e o Brent para agosto avançou 0,42%, em US$ 72,52 o barril. "O mercado parece convencido de que os contratos merecem ser negociados acima de US$ 70 dólares sob a atual trajetória da demanda", avalia a Rystad Energy. A manutenção desses níveis "mostra que a paciência prevalece contra a virada dos estoques de gasolina da semana passada" nos EUA, segundo a consultoria. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL BUENO DA COSTA E SÉRGIO CALDAS

Estadão
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