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Bolsas da Europas fecham sem sinal único, com Fed, Irã e notícias de empresas

11 jul 2019
15h02
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As bolsas europeias começaram a sessão com ganhos nesta quinta-feira, mas terminaram sem sinal único. Declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que foram vistas como um endosso ao relaxamento monetário mais adiante ajudaram o apetite por risco. Por outro lado, a cautela geopolítica em relação ao Reino Unido e o Irã freou o otimismo, em dia também de publicação da ata do Banco Central Europeu (BCE).

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,12%, em 386,70 pontos.

As declarações de quarta e desta quinta de Powell no Congresso americano foram vistas pelos mercados como um prenúncio de corte de juros mais adiante nos EUA, o que tende a apoiar o mercado acionário também na Europa. Além disso, foi divulgada a ata do BCE, que mostrou um consenso entre os dirigentes de que é necessário adotar medidas futuras na política, diante de incertezas no radar. O comando do BCE está preocupado com a trajetória da inflação e considera importante demonstrar que está "determinado a agir", se necessário. Membro do conselho do BCE, Benoît Coeuré disse que os dirigentes "levam a sério" as preocupações do mercado com a inflação da zona do euro.

Na agenda de indicadores, o índice de preços ao consumidor da Alemanha (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% em junho ante o mês anterior e registrou alta de 1,6% na comparação anual, como previsto pelos analistas.

Na arena geopolítica, o Reino Unido afirmou nesta quinta-feira que três navios do Irã tentaram impedir a passagem de uma embarcação comercial britânica pelo Estreito de Ormuz, o que sinaliza o risco de nova escalada nas tensões entre o país persa e a Europa.

Ainda nas praças europeias, os fundos de índices (ETFs) do Brasil chegaram a registrar altas, após o texto-base da reforma da Previdência ter sido aprovado na quarta-feira na Câmara dos Deputados. Em Londres, porém, a realização de lucros prevaleceu e o Xtrackers MSCI Brazil UCITS teve queda de 1,02%, a 4,427 libras.

Entre outras notícias, o Senado da França deu a aprovação final a um novo imposto sobre gigantes de tecnologia, ignorando a ameaça de uma nova investigação nos EUA sobre se a medida discrimina empresa americanas.

Entre algumas ações em foco, Deutsche Bank chegou a recuar em Frankfurt, mas se recuperou ao longo do pregão e fechou em alta de 0,06%. O papel foi pressionado pela notícia de que a Justiça americana investiga seus negócios com um fundo de investimentos da Malásia, após já ter caído bastante nesta semana em meio a um processo de reestruturação anunciado no fim de semana. Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX fechou em baixa de 0,33%, em 12.332,12 pontos.

Em Londres, o índice FTSE-100 fechou com queda de 0,28%, em 7.509,82 pontos, com Lloyds em baixa de 0,36%. A praça londrina recua há seis sessões consecutivas. Em Paris, o índice CAC-40 também caiu 0,28%, a 5.551,95 pontos.

Na bolsa de Milão, o índice FTSE-MIB avançou 0,56%, a 22.169,42 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 subiu 0,30%, a 9.280,30 pontos, e em Lisboa o PSI-20 teve ganho de 0,63%, a 5.185,69 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires

Estadão
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