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Bolsas da Europa fecham em queda com pressão de G-7, Brexit e Itália

8 jun 2018
11h27
atualizado em 2/7/2018 às 14h45
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As bolsas da Europa encerraram o pregão desta sexta-feira, 8, em queda, pressionadas por renovados temores em relação aos conflitos comerciais globais. O impasse em torno do Brexit e o rumor de rebaixamento da Itália também influenciou os negócios. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou a sessão aos 385,12 pontos, queda diária de 0,21% e semanal de 0,46%. A sessão europeia foi marcada por cautela com os negócios. Os investidores esperam os desdobramentos da reunião de cúpula do G-7, que ocorre no Canadá até o sábado em meio à ameaça ao comércio global liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Antes de embarcar para a reunião, Trump voltou a criticar os parceiros comerciais. Há a expectativa de um encontro dele com o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e o presidente da França, Emmanuel Macron, no qual devem ser discutida a reimposição de tarifas de importação de aço e alumínio contra a União Europeia e os parceiros do Nafta. "A aparente falta de espaço para um compromisso e um relacionamento hostil de Trump com alguns de seus colegas do G-7 significa que os líderes podem falhar em concordar com uma declaração final, um resultado que seria sem precedentes. Alguns participantes do mercado estão preocupados que isso possa levar a uma guerra comercial completa, levando à cautela que observamos hoje", afirmou, em nota a clientes, o analista de mercado da City Index, Fawad Razaqzada. Na esteira do G-7, o novo primeiro-ministro da Itália, o advogado populista Giuseppe Conte, causou polêmica ao defender a volta da Rússia ao grupo. Ainda sobre o país do mediterrâneo, o rumor de que a Moody's pode rebaixar a nota soberana pressionou os negócios. Não à toa, a Bolsa de Milão foi destaque de queda, para 21.355,98 pontos (-1,89%), com recuo forte dos bancos BPM (-4,02%) e UniCredit (-2,48%). Na semana, a perda do índice FTSE Mib foi de 3,41%. Em outras praças, os bancos também foram destaque de baixa. O alemão Commerzbank cedeu 1,60%, o espanhol Santander perdeu 1,48% e o português BCP recuou 1,89%. A Bolsa de Frankfurt fechou em 12.766,55 pontos, queda diária de 0,35% e avanço semanal de 0,33%. A de Madri terminou em 9.746,30 pontos, baixa na sessão de 0,84%, mas ganho na semana de 1,18%. Já a de Lisboa foi para 5.615,38 pontos, recuo de 0,16% e avanço de 1,77%, respectivamente. Ainda no campo político, nesta sexta-feira pela manhã o negociador europeu do Brexit, Michel Barnier, disse que a proposta britânica de manter bens e serviços circulando entre os dois territórios (um que integrará a UE e outro que fará parte do Reino Unido, após o divórcio) "gera mais perguntas do que respostas". Em reação, a Bolsa de Londres caiu para 7.681,07 pontos (-0,30%), com recuo semanal de 0,27%. O índice CAC 40 de Paris foi a única exceção no pregão, ao encerrar em alta de 0,03%, aos 5.450,22 pontos. Na semana, porém, houve queda de 0,28%. As ações da Airbus subiram 1,25%.

Estadão
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