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Bolsas da Europa fecham em alta com otimismo sobre comércio sino-americano

18 jan 2019
16h23
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As bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira, 18, último pregão da semana, animadas por notícias positivas da relação comercial entre Estados Unidos e China. Depois de relatos que as tarifas impostas por Washington a Pequim poderiam ser retiradas para facilitar um acordo, informações de que a potência asiática elevará suas importações de produtos americanos renovaram as esperanças de menores tensões comerciais. O índice Stoxx-600 registrou ganho de 1,80%, a 357,05 pontos.

O índice FTSE 100, de Londres, fechou em alta de 1,95%, aos 6.968,33 pontos, enquanto o CAC 40, em Paris, subiu 1,70%, para 4.875,93 pontos, e o FTSE MIB, de Milão, avançou 1,22%, a 19.708,06 pontos. Já o Ibex 35, em Madri, registrou ganho de 1,80%, para 9.069,10 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, subiu 0,76%, a 5.068,02 pontos.

Fontes informaram na quinta-feira, já após o fechamento dos mercados acionários europeus, que o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, teria sugerido retirar as tarifas comerciais impostas pelo país à China para facilitar a chegada a um acordo, que colocaria fim às tensões comerciais.

Ainda que a proposta enfrente resistência do representante comercial, Robert Lighthizer, as mesmas pessoas afirmam que o presidente Donald Trump estaria ao lado de Mnuchin, na esperança de dar fôlego aos mercados com um pacto assinado entre as duas maiores potências do mundo. O Departamento do Tesouro dos EUA, no entanto, negou que o debate sobre as tarifas tenha ocorrido.

Além disso, o otimismo com o comércio se fortaleceu depois que a China se propôs a elevar as importações de produtos dos EUA em mais de US$ 1 trilhão nos próximos seis anos, num movimento que poderia zerar o superávit chinês com os americanos até 2024, de acordo com pessoas próximas às negociações.

Em Frankfurt, o DAX liderou os ganhos do pregão, com alta de 2,63%, a 11.205,54 pontos, apoiado também por reuniões realizadas entre autoridades alemãs e chinesas sobre tópicos que incluem a situação macroeconômica global, governança econômica, cooperação estratégica China-Alemanha, cooperação e supervisão financeira. O diálogo foi liderado pelo vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, e pelo vice-chanceler alemão e ministro das Finanças, Olaf Scholz.

Na próxima semana, o radar de investidores estará apontado para as negociações de uma nova versão do acordo do Brexit que o governo britânico deve protocolar no Parlamento na segunda-feira, depois de uma derrota por margem história.

Estadão
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