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Bolsas da Europa fecham em alta; acordo imigratório da UE ajuda negócios

29 jun 2018
12h58
atualizado em 2/7/2018 às 14h42
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Os mercados acionários europeus encerraram o pregão desta sexta-feira, 29, em alta à medida que os investidores avaliaram positivamente o acordo imigratório alcançado pelos líderes da União Europeia (UE). As ações também foram beneficiadas pelo avanço nos preços do petróleo e pelo arrefecimento das tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos. Nesse cenário, o índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em alta de 0,98%, aos 380,58 pontos, embora tenha registrado perda semanal de 1,15%. Os líderes da UE chegaram a um acordo nesta sexta-feira, onde se mostraram dispostos a ajudar os países costeiros, em especial a Itália, a distribuírem parte dos imigrantes resgatados no Mediterrâneo. O pacto, que inclui a detenção dos imigrantes e o envio de outros para o norte da África para repatriação ou reassentamento na Europa, dá fôlego ao mandato da chanceler alemã, Angela Merkel. Ela vinha sofrendo forte pressão de partidos populistas e, com o acordo, a expectativa agora é reduzir o fluxo de imigrantes no continente. Não por acaso, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, liderou os ganhos do dia ao fechar em alta de 1,06%, com perda semanal de 2,18%. No entanto, papéis de montadoras não participaram do bom desempenho, ainda com as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, no radar em relação a possíveis tarifas sobre veículos europeus. A Volkswagen caiu 0,64%, a Daimler recuou 0,18% e a BMW subiu somente 0,09%. Nos negócios globais, no entanto, houve a percepção de que Trump utilizou um tom mais ameno ao falar das relações comerciais americanas. Em discurso na tarde de quinta-feira, ele se mostrou disposto a negociar com a China e com a UE e disse que chegou a um bom pacto com a Coreia do Sul. Além disso, os preços do petróleo, em forte avanço, também contribuíram para os ganhos de empresas ligadas a commodities. Em Londres, o índice FTSE-100 fechou em alta de 0,28%, aos 7.636,93 pontos, com perda semanal de 0,59%, com os ganhos limitados pelo forte avanço da libra esterlina, após o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido ser revisado de crescimento de 0,1% para 0,2% no primeiro trimestre em relação aos três meses imediatamente anteriores. O mercado esperava que a expansão continuasse em 0,1% e, com isso, o mercado interpretou que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) pode elevar a taxa básica de juros em agosto. Entre outros indicadores do dia, as vendas no varejo da Alemanha frustraram os investidores, que esperavam redução de 0,5% na passagem de abril para maio. O indicador mostrou recuo de 2,1% nessa base comparativa. Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 2,0% na comparação anual de junho, acelerando em relação aos 1,9% vistos em maio. O resultado veio em linha com as previsões de analistas. Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 fechou em alta de 0,91%, aos 5.323,53 pontos, mas, na semana, caiu 1,19%. Já em Milão, o índice FTSE-MIB subiu 0,90%, aos 21.626,27 pontos, com perda semanal de 1,20%. Em Madri, o Ibex-35 subiu 0,35%, aos 9.622,70 pontos, enquanto na semana houve queda de 1,73%. Já na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 destoou dos demais e recuou 0,47%, para 5.528,50 pontos, com perda semanal de 0,84%.

Estadão

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