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Bolsas asiáticas fecham em baixa com incertezas sobre acordo comercial EUA-China

8 fev 2019
06h21
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As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em baixa nesta sexta-feira, em meio a preocupações com o andamento das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e novos sinais de desaceleração da economia global. Como ocorreu nos últimos dias, a liquidez na região continuou restrita devido ao feriado do ano-novo lunar que manteve os mercados chineses inativos durante toda a semana.

Dúvidas sobre a capacidade de Washington e Pequim de fecharem um acordo comercial em tempo hábil surgiram depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar ontem que não se encontrará com o colega chinês, Xi Jinping, até o prazo final de 1º de março. No dia seguinte, 2 de março, a Casa Branca elevará tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, de 10% para 25%, se os dois lados não resolverem suas diferenças. Na semana passada, Trump havia dito que um acordo final dependeria de uma reunião entre ele e o presidente chinês.

Horas antes, o principal assessor econômico de Trump, Larry Kudlow, declarou que EUA e China ainda estavam bem distantes de chegar a um entendimento. Na próxima semana, uma delegação americana seguirá para Pequim para dar prosseguimento ao diálogo comercial com os chineses.

O sentimento do investidor na Ásia também foi afetado por novos indícios de arrefecimento da economia mundial. Ontem, a União Europeia fez cortes significativos em suas projeções de crescimento para a zona do euro, em especial para Alemanha e Itália. Já o Banco da Inglaterra (BoE) reduziu suas previsões para a economia do Reino Unido.

O Nikkei teve expressiva queda em Tóquio hoje, de 2,01%, encerrando o pregão a 20.333,17 pontos, pressionado por ações dos setores têxtil e químico. Na semana, o índice japonês acumulou perdas de 2,19%. Na segunda-feira, não haverá negócios no Japão devido a um feriado nacional.

Em Seul, o sul-coreano Kospi terminou o dia em baixa de 1,20%, a 2.177,05 pontos. Seguindo a fraqueza mostrada por papéis de tecnologia ontem em Nova York, a Samsung Electronics caiu 3% e a Hynix, fabricante de chips de memória, registrou baixa de 4,2%.

Em Hong Kong, cuja bolsa voltou a operar depois de três dias de feriados, o Hang Seng se mantinha perto da estabilidade pouco antes do fechamento, após chegar a recuar 1,6% em seu pior momento na sessão.

Na Oceania, a bolsa da Austrália interrompeu uma sequência de quatro pregões positivos. O S&P/ASX 200 caiu 0,34% em Sydney, a 6.071,50 pontos, influenciado pelo subíndice de energia, que sofreu tombo de 2,6% em reação à queda nos preços internacionais do petróleo ontem.

Ao longo da semana, porém, o índice australiano acumulou valorização de 3,6%, a maior desde a eleição de Trump, em novembro de 2016, graças ao forte desempenho dos quatro grandes bancos domésticos, que avançaram 6,6%, o maior ganho do setor desde dezembro de 2011. Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão
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