0

Bolsas asiáticas fecham em baixa após decepção com balança comercial da China

14 jan 2019
07h08
  • separator
  • comentários

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta segunda-feira, após números decepcionantes da balança comercial da China reforçarem preocupações com a tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Dados oficiais divulgados na madrugada de hoje mostraram que a China está sentindo os efeitos da disputa comercial que se arrasta desde o ano passado com os Estados Unidos. Em dezembro, tanto as exportações quanto as importações chinesas medidas em dólares sofreram quedas inesperadas em relação ao mesmo mês de 2017, de 4,4% e 7,6% respectivamente. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam aumento de 2,5% nas exportações e ganho de 3% nas importações.

Já o superávit comercial da China com os EUA teve expansão de 17% em 2018 e atingiu o recorde de US$ 323,32 bilhões. O desequilíbrio no comércio bilateral com os chineses é uma das principais queixas de Washington.

Ao longo da segunda metade do ano passado, o governo americano elevou tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses para até 25%. Em retaliação, a China impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos.

Na semana passada, negociadores americanos e chineses de médio escalão negociaram suas divergências comerciais durante três dias em Pequim, sem avanços significativos, mas prepararam o terreno para que as conversas sejam possivelmente retomadas em Washington, por autoridades de alto escalão, no fim deste mês.

O principal índice acionário chinês, o Xangai Composto, terminou o pregão de hoje em baixa de 0,71%, a 2.535,77 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto teve perda semelhante, de 0,73%, a 1.303,75 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 1,38% em Hong Kong, a 26.298,33 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,53% em Seul, a 2.064,52 pontos, e o Taiex cedeu 0,52% em Taiwan, a 9.708,22 pontos. O mercado de Tóquio não operou nesta segunda em função de um feriado no Japão.

Também está no radar dos investidores a paralisação parcial do governo dos EUA, cuja duração estabeleceu novo recorde no fim de semana, à medida que continua o impasse em torno do pedido do presidente Donald Trump de financiamento para a construção de um muro na fronteira com o México. Hoje, a paralisação entrou em seu 24º dia. O recorde anterior, de 21 dias, ocorreu durante o governo de Bill Clinton, no fim de 1995 e começo de 1996.

Na Oceania, a bolsa australiana apagou a maior parte das perdas no fim dos negócios e fechou em baixa apenas marginal no índice S&P/ASX 200, de 0,02%, a 5.773,40 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

Estadão

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade