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Buscas no Google por campeões de venda da Black Friday já superam marcas de 2019

Para executiva do buscador, dados mostram que consumidor está mais cauteloso e pesquisando os melhores preços com antecedência

6 out 2020
12h02
atualizado em 30/10/2020 às 19h32
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Em 2019, a semana da Black Friday foi o pico de buscas no Google para 72% das macro categorias do varejo. Neste ano, entre os dias 26 de agosto e 22 de setembro, 19 das 29 categorias analisadas pelo Google já registraram um volume de buscas que supera a Black Friday de 2019. Categorias como móveis e decoração - que estavam no pico de aumento de buscas da sexta-feira de ofertas no ano passado - estão 22% e 51% acima do registrado na última edição do evento. Alimentos e bebidas, que não registravam picos durante a Black Friday, estão hoje num novo patamar de buscas, 40% e 23% acima da data de promoções de 2019.

Para a diretora de negócios para o Varejo do Google Brasil, Gleidys Salvanha, esse crescimento não significa que as compras para a Black Friday estejam antecipadas, o que minguaria a data. Pelo contrário, os indícios são de uma Black Friday histórica. "A data tem acontecido há mais tempo e o consumidor tem ficado mais maduro. Olhando o patamar a que as buscas chegaram, não faz sentido cair", diz.

O maior volume de compras online e buscas esperados para a Black Friday deste ano, porém, vem mais da evolução do e-commerce, do que de um momento de confiança do consumidor. "Pelo que vimos, essa data será de um consumidor mais cauteloso", afirma Gleidys. Isso porque o consumidor está focado em preços baixos e pesquisando com antecedência.

Segundo os dados do Google, a pandemia aumentou o interesse por promoções. A partir de abril, as buscas no Google relacionadas ao tema subiram e cresceram 38% entre abril e julho de 2020 ante o mesmo período no ano passado, enquanto entre janeiro e março, as buscas por promoções estavam 28% menores que no primeiro trimestre de 2019. O volume de buscas pelo termo "cupom" é 35 vezes maior que por "cashback", mas o interesse por termos relacionados a cashback cresce em um ritmo mais acelerado: 74% ano a ano; enquanto a procura por cupom avança 30% ano a ano.

Outra tendência acelerada pela pandemia foi o aumento expressivo do interesse por "frete grátis" no buscador. Em julho deste ano, o tema já era 118% maior do que no mês da Black Friday de 2019. O "frete expresso" também ganhou relevância no período e, segundo o Google, terá um papel importante na temporada e principalmente no Natal, em razão das compras de última hora. Aliás, essa pressa faz o consumidor optar por estratégias multicanais, como o "clique & retire".

De olho no movimento, a Google vai permitir que varejistas e marcas exibam seus produtos gratuitamente na aba do Google Shopping. Em abril, a empresa anunciou a listagem gratuita de produtos no Google Shopping nos Estados Unidos. A partir da segunda quinzena de outubro, a novidade estará disponível no Brasil.

Isso significa que quando um consumidor procurar um produto específico, como uma peça de roupa, os resultados da busca exibidos na aba Google Shopping serão, em sua maioria, listagens gratuitas. A empresa diz que a intenção com o benefício não é, ao menos no momento, crescer como um marketplace, já que o processo de compra e pagamento seria direcionado para o site do varejista.

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Estadão
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