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BC chinês trabalha para evitar os riscos da Evergrande

Durante o seminário anual do G-30, o presidente do Banco do Povo da China disse que apenas um terço das dívidas da Evergrande são com instituições financeiras, uma situação que minimizaria o risco

17 out 2021 19h57
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O presidente do Banco do Povo da China - o banco central chinês -, Yi Gang, afirmou neste domingo, 17, que as autoridades do país asiático têm agido para evitar o contágio da crise de liquidez enfrentada pela incorporadora Evergrande em outras empresas do setor imobiliário. Dessa forma, segundo o dirigente, é possível prevenir o risco sistêmico.

Durante o seminário anual do G-30, um grupo de 30 economistas e nomes do mercado financeiro com sede em Washington, Yi Gang disse que apenas um terço das dívidas da Evergrande são com instituições financeiras, uma situação que minimizaria o risco. No total, a empresa chinesa acumula mais de US$ 300 bilhões em dívidas. "Causa preocupação e uma ampla discussão", disse o dirigente, em resposta a uma pergunta sobre a crise da Evergrande.

Em seu discurso de abertura, Yi Gang afirmou, sem mencionar diretamente a incorporadora, que o risco de calote de "certas empresas" era um dos desafios para o crescimento econômico da China. Ele afirmou que a autoridade monetária "está cuidando" para que os riscos de default (calote) não se tornem sistêmicos.

Yi Gang também afirmou que o banco central chinês quer reduzir a alavancagem no setor financeiro do país.

Inflação

Em relação à alta de preços global que vem desafiando as autoridades monetárias, Yi Gang afirmou que o índice de preços ao produtor no país asiático deve continuar altos por mais alguns meses. Em setembro, o indicador subiu 10,7% no acumulado em 12 meses, a maior alta desde 1996, quando o dado começou a ser divulgado.

Segundo Yi Gang, em geral, a economia da China está "indo bem". Ele afirmou que o ritmo da retomada, após os efeitos mais severos da pandemia, está "um pouco" mais moderado, mas que a tendência de recuperação se manteve.

Estadão
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