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Avanço de dados móveis ajuda Telefônica no 3º trimestre

ZONAS - América Latina

6 nov 2012
12h34

A Telefônica Brasil apresentou nesta terça-feira resultados operacionais do terceiro trimestre melhores do que os antecipados pelo mercado, ajudados pelo crescimento de 17,2% no faturamento com dados móveis sobre um ano antes, em meio à forte demanda por serviços de Internet e mensagens SMS.

Com isso, o faturamento de total de serviços móveis cresceu 8,1%, a R$ 5 bilhões, e voltou a ajudar a receita total da Telefônica, apesar da deterioração na telefonia fixa nos últimos trimestres.

A receita operacional líquida cresceu 2,1% na comparação anual, fechando o trimestre a R$ 8,46 bilhões, ao passo que analistas previam 8,37 bilhões, em média. "O segmento móvel seguiu contribuindo para expansão dos resultados da empresa, sobretudo, em serviços de maior valor agregado e dados", afirmou a equipe de análise da corretora Concórdia, em nota.

A maior demanda por serviços de dados, impulsionada pela crescente base de clientes móveis da Telefônica, auxiliou, inclusive, a operadora a lidar com uma queda anual de 7,1% na receita média por usuário (Arpu) total do terceiro trimestre, a R$ 22,20.

Esse dado foi puxado para baixo pelo segmento de voz (queda de 9,8%), prejudicado pelo ajuste da taxa de terminação fixo-móvel (VUM) e o aumento da base de pré-pagos e de planos de controle de gastos.

A maior operadora móvel do Brasil, que atua com a marca Vivo, registrou 76,8 milhões de linhas móveis no terceiro trimestre, 14,6% a mais do que um ano antes.

Mas o diretor-geral da operadora, Paulo Cesar Teixeira, ressaltou nesta terça-feira que a empresa buscará priorizar a rentabilidade, com uma base de clientes de "maior qualidade". "O mercado está indo para uma nova fase, na qual precisamos ser mais seletivos em nossa atividade comercial, concentrando mais em receitas e rentabilidade do que apenas em adições líquidas", afirmou em teleconferência com analistas.

Assim, a empresa espera ver um Arpu melhor nos próximos trimestres com a maior penetração de smartphones e dados móveis, afirmou a diretora de Controladoria, Cristiane Barretto, sem fornecer metas numéricas. "Acreditamos que a Telefônica Brasil mantenha-se com um posicionamento competitivo muito forte no segmento móvel... mas a telefonia fixa continua deteriorando", afirmou em nota Luis Fernando Azevedo, analista do Bradesco BBI.

Mas, segundo Andre Baggio, do J.P. Morgan, o segmento fixo mostrou "melhora significativa" em relação o segundo trimestre. A operação fixa, grande fonte de receita, teve queda de 7,3% ano a ano, para R$ 3,12 bilhões no terceiro trimestre, contra queda de 11,7% no trimestre passado.

A geração de caixa operacional foi de 2,78 bilhões no terceiro trimestre, acréscimo R$ 385 milhões em relação a um ano antes. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre, avanço anual de 3,1% e levemente acima das previsões do mercado, de R$ 2,82 bilhões.

A margem Ebitda mostrou melhora, avançando 0,3 ponto percentual sobre 2011 e fechou o trimestre passado em 34,4%. Na comparação anual, a dívida líquida da operadora encerrou setembro em R$ 1,08 bilhão, redução de 43,7%, explicada pela maior geração de caixa. No acumulado de nove meses, os investimentos somam R$ 3,27 bilhões, desconsiderando os valores das licenças adquiridas de R$ 812 milhões. A Telefônica reiterou sua meta de investir cerca de R$ 6 bilhões em 2012. Às 14h57,a ação preferencial da empresa subia 2,66%, a R$ 45,98. O Ibovespa subia 1,63%.

Lucro
A controlada da espanhola Telefónica divulgou queda de 30% no lucro líquido do terceiro trimestre na comparação anual, totalizando R$ 935,8 milhões no trimestre, abaixo das estimativas de analistas, que previam, em média, lucro líquido de R$ 1,042 bilhão no período.

Segundo a empresa, a queda no lucro líquido deve-se "principalmente ao impacto positivo gerado pela declaração de juros sobre capital próprio no mesmo período do ano anterior".

No acumulado de nove meses de 2012, o lucro soma quase R$ 3 bilhões, 17,5% a menos no comparativo com o mesmo período de 2011.

Fonte: Reuters News
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