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Archer vê produção de açúcar do centro-sul abaixo de 30 mi t pela 1ª vez desde 2009/10

17 mai 2018
12h00
atualizado às 12h04
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Uma menor quantidade de cana e um maior direcionamento de matéria-prima para o etanol farão com que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil durante a safra 2018/19 despenque 21 por cento na comparação com a temporada passada e fique abaixo de 30 milhões de toneladas pela primeira vez em nove anos, de acordo com a Archer Consulting.

Em revisão de estimativas divulgada nesta quinta-feira, a consultoria projeta fabricação de 28,5 milhões de toneladas do adoçante no ciclo iniciado em abril, contra 30,5 milhões na previsão anterior e cerca de 36 milhões na safra passada.

O Brasil é o principal player do setor sucroenergético mundial e a última vez que produziu menos de 30 milhões de toneladas da commodity foi em 2009/10, com um volume semelhante ao previsto atualmente.

A retração na produção de açúcar leva em conta uma menor alocação de cana para o adoçante. Segundo a Archer, 39,9 por cento da oferta de matéria-prima irá para a fabricação do produto, frente 41,4 por cento considerados anteriormente.

Em razão da ampla oferta global, os preços internacionais do açúcar estão no menor patamar em anos na Bolsa de Nova York, desestimulando sua produção pelas usinas brasileiras. Nesta quinta-feira, estão em alta de 1 por cento.

Em contrapartida, as cotações do etanol têm se mantido mais remuneradoras para o setor local, em meio a valores da gasolina, seu concorrente direto, perto de níveis recordes nos postos do país.

A Archer prevê uma produção de 26,4 bilhões de litros de álcool na safra vigente, praticamente estável ante a estimativa passada e ligeiramente acima dos 26,1 bilhões registrados em 2017/18. Do total, 11,4 bilhões serão de anidro e 15 bilhões de hidratado

A expansão ante o ciclo anterior só não é maior porque a disponibilidade de cana neste ano será menor.

Conforme a consultoria, a moagem deverá cair para 563 milhões de toneladas, de 580 milhões na última previsão e 596 milhões em 2017/18, "embora esse número ainda não seja conclusivo", disse o diretor da Archer, Arnaldo Luiz Corrêa, em nota.

"O longo período sem chuvas ou com chuvas insuficientes nas principais regiões produtoras de cana no centro-sul tem provocado estresse no canavial, que está seco e começa a preocupar os produtores. As quebras em algumas regiões pontuais são alarmantes", alertou ele.

Se a previsão de moagem da Archer se confirmar, seria menor volume desde a temporada 2012/13, que ficou abaixo de 550 milhões de toneladas.

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