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Apetite por Brasil descola ativos do exterior, põe dólar a R$ 5,16 e Bolsa sobe 1,03%

Mercado ainda reverbera o comunicado do Copom de que aperto da Selic pode estar chegando ao fim

5 ago 2022 - 18h36
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O apetite por Brasil predominou na sessão de fechamento da semana, ainda reverberando o comunicado do Copom de que este ciclo da política monetária pode estar nos ajustes finais. A entrada de recursos estrangeiros abriu espaço para a valorização do real, que foi uma das únicas moedas relevantes a conter a força do dólar frente às demais no exterior.

Entrada de fluxo estrangeiro tem feito o real ganhar força frente ao dólar Foto: JF Diório/Estadão

Assim, o dólar encerrou em queda de 1,03%, a R$ 5,1668, e queda de 0,14% na semana, enquanto a Bolsa voltou a visitar a marca dos 107 mil pontos na máxima do dia, acumulando mais de 3% de ganho semanal. O índice perdeu fôlego mais perto do fim do pregão, uma vez que a referência em Nova York claudicava, mas conseguiu defender a linha dos 106 mil pontos, em alta de 0,55%, aos 106.471,92 no fechamento.

Em Nova York, os ativos reagiram aos dados fortes do mercado de trabalho americano, que mostraram que a economia ainda está aquecida e, nesse sentido, pode chancelar a mesma intensidade de alta do juro americano que o Federal Reserve vinha imprimindo - ou seja, nova alta de 0,75 ponto nos Fed funds.

Embora em Wall Street tenha prevalecido o tom negativo, o setor de energia se destacou, apoiado pelos ganhos do petróleo. A commodity esteve parte do dia pressionada pela força do dólar, mas acabou por subir, ajustando perdas recentes e auxiliada pelo sinal positivo para a demanda vindo do payroll.

Estadão
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