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ANP diz que vai punir posto que fizer reajuste abusivo de preço

Reportagem percorreu 11 postos visitados pela agência na quinta-feira, 12, e em apenas um deles o preço estava maior que na semana passada

17 set 2019
18h26
atualizado às 19h16
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Postos de combustíveis que fizerem reajustes abusivos de preços na esteira da crise do petróleo poderão ser punidos, informou nesta terça-feira, 17, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em nota, a agência disse que faz uma pesquisa semanal de preços e fiscalizações no mercado de combustíveis. "Diante de preços abusivos, a ANP atua em conjunto com os Procons para penalizar os infratores", disse, em nota.

Posto de bandeira Petrobras em São Paulo 
31/07/2018
REUTERS/Paulo Whitaker
Posto de bandeira Petrobras em São Paulo 31/07/2018 REUTERS/Paulo Whitaker
Foto: Reuters

Com base na pesquisa semanal de preços da ANP, a reportagem do Estado escolheu 11 postos de combustíveis da capital paulista cujos preços foram coletados na data mais recente, dia 12 setembro, a última quinta-feira. De 11 postos visitados, em apenas um o preço da gasolina comum estava maior do que o apontado pela pesquisa da ANP da última quinta-feira.

De acordo com o levantamento da ANP, o litro da gasolina vendida no posto Serviços Automotivos Girassol, da bandeira Shell, localizado no bairro do Itaim Bibi, custava R$ 4,399 na quinta-feira passada. Ontem, o litro da gasolina saía por R$ 4,999, um reajuste de 13,6%. O gerente do posto, Antonio Nascimento, no entanto, afirma que o preço da gasolina não foi reajustado recentemente. "Esse preço está nesse valor faz muito tempo", disse, sem especificar a data do último aumento.

José Alberto Paiva Gouveia, presidente do Sincopetro, sindicato que representa 8,5 mil postos de combustíveis no Estado de São Paulo, disse que até o momento não existe nenhum movimento dos donos de postos de gasolina no sentido de aumentar preços. Ele ressaltou que não há motivos para isso, lembrando que a Petrobrás não reajustou preço do petróleo e que a companhia informou que não irá mexer nas cotações. Meesmo assim, ele lembra que os preços dos combustíveis são livres.

Reajustar preços, porém, poderia enfraquecer ainda mais as vendas. Segundo o presidente do Sincopetro, o movimento no varejo do setor está fraco. "Hoje, entre 60% e 65% do combustível vendido no posto é etanol." Atualmente, o preço do litro de etanol equivale a 60% do valor pago pela gasolina.

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Estadão
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