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Alta do dólar é momentânea, e governo tem compromisso com responsabilidade fiscal, diz Alckmin

Segundo presidente em exercício, governo busca melhor eficiência no gasto público, que possibilite mais realizações com menos recursos; ele elogiou o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

13 jun 2024 - 16h22
(atualizado às 17h10)
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Alckmin afirmou que espera um ano de forte crescimento econômico no Brasil, mas com a inflação sob controle
Alckmin afirmou que espera um ano de forte crescimento econômico no Brasil, mas com a inflação sob controle
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

RIO - O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, defendeu nesta quinta-feira, 13, o compromisso do governo federal com a responsabilidade fiscal. Alckmin declarou ter "absoluta confiança" de que o dólar voltará a se desvalorizar ante o real, passado o momento atual de turbulência.

Ele conversou com jornalistas após participar do evento do Future Investment Initiative (FII) Institute, organização sem fins lucrativos apoiada pelo fundo soberano da Arábia Saudita, o FIP, e 30 empresas globais, no hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio de Janeiro.

"Nós temos absoluta confiança que o dólar vai cair. Isso é coisa momentânea. O governo do presidente Lula tem compromisso com o arcabouço fiscal. Aliás, essa questão da medida provisória foi exatamente para poder, de um lado, cumprir a responsabilidade fiscal, que é compromisso do governo brasileiro. E, de outro lado, cumprir uma decisão do ministro Cristiano Zanin do Supremo no Tribunal Federal. Isso é momentâneo, transitório", respondeu, após ser questionado sobre a alta recente da moeda americana em meio aos receios do mercado financeiro com a responsabilidade fiscal.

Alckmin refutou mirar um câmbio de equilíbrio para a economia brasileira, mas garantiu que a valorização recente do dólar é passageira. "Eu tenho certeza de que essa elevação dos últimos dias é transitória. (Tenho) Absoluta confiança nisso. O Brasil tem números, tem bases sólidas e tem compromisso com a responsabilidade fiscal", reforçou.

Ajustes pelos dois lados

Alckmin afirmou que o governo tem mirado melhor eficiência no gasto público, que possibilite mais realizações com menos recursos. "O ministro (da Fazenda) Fernando Haddad tem feito um bom trabalho, e o governo é o governo do diálogo. Então, tenho certeza que vai ser um esforço para melhorar a arrecadação e, de outro lado, para buscar melhor eficiência no gasto público, ou seja, também trabalhar pelo lado da defesa", apontou. "Então, agir dos dois lados, pelo lado da receita e pelo lado da despesa", frisou.

Questionado sobre se a turbulência nos mercados poderia influenciar a próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), Alckmin disse ter confiança na manutenção do ciclo de quedas na taxa básica de juros, a Selic.

"A expectativa é que (o juro) continue caindo. Nós não podemos agir por questões transitórias, espasmódicas. É passageiro. Os fundamentos da economia brasileira são muito sólidos. E os compromissos também. A confiança é de que vai continuar a cair", afirmou.

Ele acrescentou que espera um ano de forte crescimento econômico no Brasil, mas com a inflação sob controle. Ele lembrou que risco-Brasil diminuiu, assim como o desemprego e a inflação. "Então, é fazer o crescimento brasileiro", defendeu.

O presidente em exercício argumentou que o Brasil é um grande polo de atração de investimentos, o que denota confiança. E lembrou haver perspectiva de crescimento da economia, acrescentando que o impulso advindo da reforma tributária "vai fazer diferença".

Alckmin mencionou ainda a visita que fez na semana passada à Arábia Saudita, que resultou na assinatura de acordo de cooperação na área de defesa. "Tenho certeza que nós vamos ter muito investimento, aliás, investimento recíproco. Lá levamos nove fundos de investimento, também para a Arábia Saudita. E o Brasil é o segundo receptor do mundo, o segundo, o terceiro, de investimento externo", resumiu.

O ministro destacou ainda a aprovação do Mover no Congresso, seguindo agora à sanção presidencial, com viabilização de R$ 130 bilhões de investimentos na indústria automotiva. "Você está dando um incentivo à descarbonização e à inovação", afirmou.

Alckmin aproveitou a oportunidade para destacar a assinatura, na quarta-feira, de um decreto como presidente em exercício, tirando o IPI na saída dos produtos para doação ao Rio Grande do Sul. "São R$ 140 milhões até 31 de dezembro. Foi retirado o IPI na saída dos produtos quando for doação para o Estado do Rio Grande do Sul."

Estadão
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