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'Ainda não dá para fazer levantamento de votos para Previdência', diz líder do governo na Câmara

De acordo com o Major Vitor Hugo (PSL-GO), a falta do projeto que trata da aposentadoria para os militares e a ausência de tramitação da proposta na Casa fazem com que não seja possível fazer a contagem

26 fev 2019
16h40
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O líder do governo na Câmara, Vitor Hugo (PSL-GO), admitiu nesta terça-feira, 26, que o governo ainda não está fazendo um mapeamento dos votos favoráveis à aprovação da reforma da Previdência neste momento. De acordo com ele, a falta do projeto que trata da aposentadoria para os militares e a ausência de tramitação da proposta na Casa fazem com que não seja possível fazer tal contagem.

"Não faz sentido, neste momento, começar um levantamento de votos se o texto ainda não foi maturado, não foi construído um substitutivo que vá levar em consideração todas as ansiedades e perguntas. [...] O texto ainda vai passar pela CCJ [Comissão de Constituição e Justiça], depois vai passar pela comissão especial onde receberá emendas. Então, discutir agora se um parlamentar vota ou não a reforma, é discutir um texto que não existe", disse.

Embora tenha dito que o governo irá defender a integralidade da proposta que foi apresentada ao Congresso na semana passada, Vitor Hugo afirmou o Planalto e a área econômica ouvirão os argumentos de todos os segmentos da sociedade, farão cálculos e analisarão quais pontos poderão ser modificados.

"O governo vai defender o texto como está, tendo em vista a intenção de economizar. Mas isso não quer dizer que não há abertura para o diálogo. Instrumento [de negociação] será receber todas as entidades e todos os interessados e ver até que ponto será algo viável", disse.

O líder também confirmou que a Comissão de Constituição e Justiça deverá ser instalada na semana após o feriado de Carnaval. É por este colegiado que se dará o início da tramitação da reforma da Previdência. Vitor Hugo também reafirmou que há um compromisso do governo em enviar para o Congresso um projeto de lei que tratará da Previdência dos militares, mas também admitiu que não há ainda uma definição de como será a forma da proposta. Na semana passada, ele afirmou que ela poderia ser feita por meio de uma medida provisória. Vitor Hugo afirmou que a apresentação da proposta para os militares foi postergada devido à complexidade da área.

Reuniões

Vitor Hugo participou do início da reunião do secretário de Previdência, Rogério Marinho, com a bancada do PSDB na Câmara. Mais tarde, ele também estará no início do encontro que Marinho terá com a bancada do PR. Hoje pela manhã, o secretário se encontrou com os integrantes do PSD. De acordo com ele, as reuniões com os partidos visam estabelecer um canal de diálogo do Congresso com o governo e, principalmente, com a equipe econômica.

"Queremos demonstrar a disposição do governo federal de explicar a reforma da Previdência e tirar dúvidas. Esse gesto é muito importante para dar andamento a ela", disse. Vitor Hugo, no entanto, afirmou que o momento é dos secretários de economia fazerem esse contato com os parlamentares. "Futuramente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, poderá vir ao Congresso. Agora não é o melhor momento, porque é preciso amadurecer o texto", disse.

Estadão
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