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Agência dos EUA investiga titânio usado em jatos Boeing e Airbus

14 jun 2024 - 09h51
(atualizado às 19h51)
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A agência de aviação dos Estados Unidos (FAA) está investigando se documentos falsificados ou incorretos foram usados na verificação de autenticidade do titânio usado em alguns jatos da Boeing produzidos recentemente, afirmou a agência.

O New York Times, que noticiou o assunto pela primeira vez nesta sexta-feira, disse que a FAA também está investigando a autenticidade de documentos para titânio usado em alguns jatos da Airbus.

Os fabricantes de aeronaves estão enfrentando uma forte demanda por novos aviões, devido a um aumento das viagens após a pandemia. No entanto, os problemas da cadeia de suprimentos e a escassez de componentes estão limitando sua capacidade de atender a essa demanda.

O titânio, um componente importante na cadeia de suprimentos aeroespacial, é usado na fabricação de componentes como trens de pouso, lâminas e discos de turbinas de aeronaves.

A FAA disse que a Boeing relatou voluntariamente "sobre a aquisição de material por meio de um distribuidor que pode ter falsificado ou fornecido registros incorretos."

A agência acrescentou: "A Boeing emitiu um boletim descrevendo maneiras pelas quais os fornecedores devem permanecer atentos à possibilidade de registros falsificados."

A Boeing disse que a questão envolve a indústria em geral e alguns carregamentos de titânio recebidos por um grupo limitado de fornecedores, afetando um número pequeno de peças de aviões.

A fabricante de aeronaves afirmou que está removendo essas peças dos aviões antes da entrega e acrescentou que não há impacto na segurança.

A Airbus disse estar ciente dos relatos, mas afirmou que "testes numerosos foram realizados em peças provenientes da mesma fonte de suprimento. Eles mostram que a aeronavegabilidade do A220 permanece intacta."

A Spirit AeroSystems, que fornece fuselagens para a Boeing e asas para a Airbus, disse que o titânio entrou na cadeia de suprimentos com documentos falsificados e que todas as peças relacionadas foram removidas de sua produção.

No ano passado, a fabricante de motores CFM International divulgou que milhares de componentes de seus motores poderiam ter sido vendidos com documentação falsificada por um distribuidor britânico.

A descoberta fez com que as companhias aéreas trocassem as peças em alguns aviões.

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