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Adesão a plano para pulverizar controle foi de 84,4%, diz Vale

12 ago 2017
10h12
atualizado às 11h19
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A empresa brasileira de mineração Vale SA informou que 84,4 por cento dos seus acionistas concordaram em trocar suas ações preferenciais por ordinárias, garantindo o sucesso da maior reorganização corporativa do país, envolvendo 21 bilhões de dólares.

Em comunicado na noite de sexta-feira, a Vale informou que o total de 1.661 bilhões de ações preferenciais --que incluem ações da empresa negociadas no Brasil e nos Estados Unidos-- foram entregues para conversão ou permuta. A empresa estabeleceu limite mínimo de 54,09 por cento para aprovar a conversão de ações.

"Estamos muito satisfeitos com o resultado, que superou as nossas melhores expectativas. Foi dado um importante passo para que possamos transformar esta companhia na corporation que todos queremos que ela seja, uma empresa com os mais altos padrões de governança", afirmou o diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, por meio de nota.

A mudança representa um marco em um país há muito afetado por abusos de governança corporativa e reorganizações que impediram os investidores minoritários na maioria dos casos. A Reuters informou o plano em 19 de janeiro, citando pessoas familiarizadas com o assunto.

A reorganização coloca um limite para a interferência política na Vale, aspecto que pesava sobre suas ações durante os cinco anos de mandato do ex-presidente Dilma Rousseff. Ainda assim, o governo manterá uma parcela de "golden share", permitindo que ele tome decisões estratégicas.

Ao fundir as diferentes classes de ações da Vale em uma única, a mineradora pode atrair mais investidores asiáticos e fundos especializados de mineração e metais como acionistas, disse o diretor-executivo de Finanças e de Relações com Investidores da mineradora, Luciano Siani, ao Reuters Latin American Investment Summit, na segunda-feira.

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