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Acordo de Bolsonaro e Temer pode autorizar venda da Embraer

Segundo Mourão, aval do governo à negociação do avião KC-390 e da parte comercial da fabricante brasileira com a Boeing poderá sair

17 dez 2018
18h23
atualizado às 18h43
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BRASÍLIA - O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, disse ao Estado que, se o presidente Michel Temer procurar Jair Bolsonaro para conversar sobre o negócio entre Boeing e Embraer, o aval do governo brasileiro à operação poderá sair rapidamente. Mourão defendeu a união das companhias e disse que é "fundamental" à fabricante brasileira ter um "peso pesado ao lado dela".

General Mourão, no prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF)
General Mourão, no prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília (DF)
Foto: Fátima Meira / Futura Press

De acordo com a parceria anunciada, a Boeing deterá 80% de participação na joint venture, que vai combinar ativos na área de aviação comercial, pelo valor de US$ 4,2 bilhões. Houve acordo ainda de uma segunda joint venture para promover e desenvolver novos mercados para o avião multimissão KC-390. De acordo com a parceria proposta, a Embraer deterá 51% de participação na joint venture e a Boeing, os 49% restantes.

"O negócio pode ser decidido de comum acordo se o presidente Michel Temer procurar o presidente Jair Bolsonaro, os dois conversarem e concordarem. Aí, já podem fechar isso", disse Mourão na tarde desta segunda-feira, 17. O acordo entre as duas companhias já está no Palácio do Planalto para avaliação do governo brasileiro.

Questionado sobre o negócio, o vice-presidente eleito disse ser favorável. "Sou a favor da sanção. (O negócio) É fundamental para a Embraer diante da concorrência a que ela está exposta internacionalmente", disse, ao lembrar que a principal concorrente da brasileira no mercado de aviões de médio porte, a canadense Bombardier, já está aliada à grande competidora da Boeing, a europeia Airbus. "É importante que a Embraer tenha um peso pesado ao lado dela".

Veja também:

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Estadão
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