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Abilio Diniz vende R$ 805 milhões em ações do Carrefour

Com movimento, realizado nesta manhã na B3, participação da empresa de investimentos da família Diniz na varejista cai para 8,91%

9 nov 2018
14h04
atualizado às 15h23
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Empresa de investimentos da família Diniz, a Península vendeu nesta sexta-feira, 9, na B3, nova denominação da Bolsa paulista, um bloco de mais de 50,5 milhões de ações que detinha no Carrefour, arrecadando R$ 805 milhões com a operação. Com isso, a fatia do veículo de investimento da família no negócio passou de 11,46% para 8,91%, segundo apurou o Estado com fontes próximas à operação.

O empresário Abilio Diniz entrou no capital do Carrefour - tanto da operação local quanto da matriz francesa - a partir de 2014, e chegou a deter 12% do capital da varejista brasileira. Hoje, Abilio é um dos conselheiros globais da multinacional francesa. A entrada no Carrefour veio depois da resolução de uma disputa entre o empresário e o grupo Casino, também francês, em relação ao controle do Grupo Pão de Açúcar, que se estendeu entre 2011 e 2013.

Empresa de investimentos da família Diniz, a Península vendeu nesta sexta-feira, 9, na B3, nova denominação da Bolsa paulista, um bloco de mais de 50,5 milhões de ações que detinha no Carrefour, arrecadando R$ 805 milhões com a operação.
Empresa de investimentos da família Diniz, a Península vendeu nesta sexta-feira, 9, na B3, nova denominação da Bolsa paulista, um bloco de mais de 50,5 milhões de ações que detinha no Carrefour, arrecadando R$ 805 milhões com a operação.
Foto: Luiz Claudio Barbosa / Futura Press

O dinheiro da operação realizada nesta sexta-feira volta para o caixa da Península, que atualmente também tem uma participação relevante da gigante de alimentos BRF - que passa por uma reestruturação comandada por Pedro Parente, ex-presidente da Petrobrás, que inclui um esforço de venda de ativos - e também em negócios menores, como o site Wine.com.br e a rede de padarias Benjamin.

De 2014 para cá, desde que a Península entrou na operação local do Carrefour, o valor de mercado subiu de R$ 18 bilhões para aproximadamente R$ 33 bilhões. As vendas no período cresceram 40%.

Com o dinheiro arrecadado com a venda dos papéis do Carrefour, a Península deve voltar ao mercado para buscar novos negócios. O Estado apurou que consumo e saúde e bem-estar estão entre as principais áreas de interesse.

Procurada, a Península não quis comentar o assunto. Procurado, o Carrefour não retornou até o momento o contato da reportagem.

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Estadão

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