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ABCR diz que reforma da Previdência poderia ser mais abrangente

Presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodoviárias comemora a aprovação da reforma, mas diz que economia ainda precisa de outras medidas para voltar a crescer

11 jul 2019
15h56
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O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodoviárias (ABCR), César Borges, considera que a aprovação da reforma da Previdência, em primeiro turno na Câmara dos Deputados, foi um avanço importantíssimo e a pressão popular foi preponderante para esse resultado. "Espero que continuemos nessa batida e que as próximas reformas sejam mais rápidas. Ninguém apostava em uma votação tão expressiva", afirmou o executivo em entrevista ao Estadão/Broadcast.

Para Borges, porém, o texto ainda não é o ideal e poderia ser mais abrangente. "Vejo que fizeram o que foi possível. A reforma é extremamente necessária, mas não considero que seja suficiente. Precisamos de outras medidas de estímulo para que a economia volte a crescer", disse ao pontuar que essas medidas ainda estão por vir. Segundo ele, o país precisa de outras reformas que alcancem Estados e municípios. "Não podemos dormir sobre esses louros. Defendo que a reforma tem de ser ampla".

Na visão do presidente da ABCR, a aprovação é uma conquista pessoal do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Borges aponta ainda que algumas categorias conseguiram ser excluídas dessa primeira etapa, mas espera que a votação no Senado corrija alguns pontos.

"Esse é apenas o primeiro e importantíssimo passo que aplaudo e comemoro, mas ainda devemos fazer as reformas Tributária e Administrativa visando a redução do gasto do Estado. O Brasil do tamanho que é com sua população jovem precisando de postos de trabalho e o PIB crescendo menos de 1% ao ano é inadmissível", afirma.

Com relação aos investimentos de empresas do setor, Borges considera que certamente esse é um grande sinal para a retomada. No caso dos serviços públicos (concessões), porém, "dependemos de projetos que vêm do governo. Precisamos de bons projetos, aprovados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e que venham a leilão", ressalvou. Os investimentos no setor de infraestrutura estão muito aquém das necessidades do País, segundo ele. "O setor está ávido para participar, mas precisamos de novos sinais do governo como a aprovação de projetos e segurança jurídica."

Sobre o impacto da aprovação nas decisões do setor para os próximos meses, o executivo disse esperar que o governo seja bem sucedido em colocar no mercado os projetos de infraestrutura, cujas metas considera bastante ambiciosas. "É um trabalho gigantesco e vamos acompanhar. São coisas grandiosas que ficam excelentes no papel, mas realizar são outros quinhentos."

Estadão
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