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Porta-voz: Anúncio do FGTS está mantido para quarta-feira

Rêgo Barros também afirmou que o bloqueio de R$ 1,4 bilhão no orçamento vem ao encontro da transparência que o governo quer promover

22 jul 2019
20h24
atualizado às 22h03
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BRASÍLIA - O porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, afirmou nesta segunda-feira, 22, que o anúncio dos detalhes sobre a liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está mantido para a quarta-feira.

Questionado sobre se os saques valerão para contas ativas e inativas e se a liberação de recursos será de R$ 30 bilhões, ele disse apenas que o tema está em estudo pela equipe econômica.

Briefing do Porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros
Briefing do Porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros
Foto: José Dias / PR

Como o Estadão/Broadcast informou nesta segunda, o governo estuda agora limitar os saques das contas do fundo a R$ 500 neste ano. O valor máximo seria para contas ativas (dos contratos atuais) e inativas (de contratos inativos).

Contingenciamento

O porta-voz também afirmou que o bloqueio de R$ 1,4 bilhão no orçamento de 2019 anunciados nesta segunda pela equipe econômica "vem ao encontro da transparência" que o governo quer promover.

"O fato de ter que contingenciar agora não significa por certo que, no futuro, tenhamos que inviabilizar as atividades de um ministério. Os técnicos da economia vem buscando soluções para chegarmos ao fim do ano com o orçamento previsto", disse.

O bloqueio é necessário para o governo cumprir a chamada meta de déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) de até R$ 139 bilhões fixada para este ano.

O crescimento menor da economia implica uma arrecadação de impostos menor que a prevista. Isso faz com que o governo tenha mais dificuldade para cumprir a meta fiscal. Por isso, o governo bloqueia despesas no orçamento.

No domingo, 20, o presidente Bolsonaro já havia alertado que poderia ser feito um novo contingenciamento, no valor de R$ 2,5 bilhões.

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Estadão
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