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Virada Cultural 2026: Veja destaques do sábado, com Péricles, Magal, K-Pop e Municipal lotado

Nas primeiras horas do evento, público ouviu de Beethoven a 1VERSE, fez fila para escutar discos históricos, curtiu jazz, pop, samba, piano e mais; Virada continua no domingo

23 mai 2026 - 18h18
(atualizado em 24/5/2026 às 00h35)
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O maestro João Carlos Martins abriu oficialmente a programação da Virada Cultural 2026 no final da tarde deste sábado, 23, para um público ainda tímido no Palco Anhangabaú. O evento, que vai durar 24 horas, prevê mais de mil atrações espalhadas pela cidade e um público de 4 milhões de pessoas.

O show, que começou com meia hora de atraso e teve problemas de som no início, contou ainda com a presença no palco de Totó Parente, secretário Municipal de Cultura e Indústria Criativa, e da primeira-dama Regina Nunes, que é pré-candidata a deputada estadual.

O frio e a chuva podem prejudicar a Virada neste fim de semana, mas não impediram Emerson Kaue, de 21 anos, e Tamires Colin, de 28, de sair de casa e chegar cedo ao Centro para os shows que vão acontecer mais tarde - de Péricles e Luísa Sonza. "Vamos guardar lugar em pé para não perder nada", disse Emerson. Enquanto isso, curtiam a Quinta Sinfonia de Beethoven (veja no vídeo acima).

Após a apresentação de João Carlos Martins e já ao som da Mocidade Alegre, a campeã do carnaval paulistano de 2026 que foi escalada como segunda atração do palco, o prefeito Ricardo Nunes comentou as expectativas para esta edição do evento e ressaltou a questão da segurança.

João Carlos Martins abre a programação do Palco Anhangabaú da Virada Cultural no final da tarde chuvosa deste sábado, 23
João Carlos Martins abre a programação do Palco Anhangabaú da Virada Cultural no final da tarde chuvosa deste sábado, 23
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Ele mencionou, à imprensa, que Polícia Civil, Militar e GCM estão com "um grande efetivo" nas ruas. "Isso, além da segurança particular, com as câmeras e drone. Também há pessoas no meio da população, que são policiais e estão ali à paisana. Você entra aqui e monitoramos com o Smart Sampa, então as pessoas podem vir com tranquilidade", disse o prefeito.

São Paulo tem noite de frio neste sábado, 23, e público começa a chegar para a Virada Cultural
São Paulo tem noite de frio neste sábado, 23, e público começa a chegar para a Virada Cultural
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Questionado sobre realizar um evento desse em ano polarizado de eleição, ele disse que a política ficou de fora. "Não teve nenhuma vinculação ou separação para montar a grade de artista baseado na sua convicção política ou não. A gente sabe que, por exemplo, o João Carlos Martins é mais de centro, a Luísa Sonza é mais de esquerda, o Péricles, eu não sei nem para que lado ele está, mas o que tem é o compromisso da cidade para todos curtirem", disse, referindo-se a alguns dos convidados do palco onde ele estava. "O que interessa é que ele cante bem e faça as pessoas felizes. E que quem é de direita, de esquerda, de centro vai ter a cultura garantida."

Por falar em Péricles e Luísa Sonza...

No Palco Anhangabaú, um dos shows mais esperados da Virada foi o de Péricles, que chegou a cantar músicas de outros artistas em seu setlist, como Lilás (Djavan), Água de Chuva no Mar (Beth Carvalho) e Envolvidão (Rael), Se Me Leva, Eu Vou (Tim Maia) e Stand By Me (Ben. E. King), e recebendo colegas como Marcio Cruz, Juju Lopes e Cleiton Tristão no palco. Ele empolgou o público também com clássicos como Eu Me Apaixonei Pela Pessoa Errada, da época de Exaltasamba.

Em seguida, veio Luísa Sonza, que cantou para uma plateia repleta e fez o público erguer as lanternas dos celulares. No palco, recebeu MC Morena.

Nostalgia na São João

O Palco São João animou o público com dois nomes 'das antigas': Sidney Magal, que cantou no início da noite, e Odair José, que veio em seguida. Além de seus hits, Magal também cantou músicas da época da Jovem Guarda, como Eu Sou Terrível, O Bom e Por Vir Quente Que Eu Estou Fervendo.

K-Pop movimenta o Bom Retiro

O grupo de k-pop 1VERSE inaugurou a presença do gênero, um dos mais importantes da música da atualidade, na Virada Cultural no Bom Retiro, para uma plateia lotada de adolescentes.

O grupo é formado pelos norte-coreanos Seok e Hyuk, os norte-americanos Kenny e Nathan e o japonês Aito. Os norte-coreanos, porém, não vieram para os shows em São Paulo: Hyuk está em hiato e Seok anunciou que não viria ao Brasil pouco antes da apresentação por questões de saúde mental. Eles são os primeiros idols (como os fãs espalhados pelo mundo chamam seus "ídolos" de k-pop) nascidos na Coreia do Norte.

Público assiste ao show de K-Pop na Virada Cultural
Público assiste ao show de K-Pop na Virada Cultural
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

"Estamos muito felizes de conhecer quem esperou tanto tempo por nós", disse Kenny em um português muito bem ensaiado no início do show. "Vamos continuar dando o melhor de nós." Os três integrantes que vieram ouviram gritos fervorosos - com direito a elogios como "lindos" - desde o início da apresentação. Leia mais sobre o show.

Pelas ruas do Centro

Nas primeiras horas da Virada, o clima era tranquilo no centro de São Paulo. Com diversos palcos espalhados pela região, o público driblava a chuva, que deu algumas tréguas, e o frio, com música.

Uma grande fila era vista na frente do Theatro Municipal, que programou uma seleção de shows baseados em discos importantes da música brasileira. Nesta noite, uma das atrações era poder ver Fausto Fawcett tocar seu disco de estreia, de 1987: Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros (1987).

No Theatro Municipal, artistas tocam discos históricos
No Theatro Municipal, artistas tocam discos históricos
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Fernando Toledo, de 25 anos, veio do Rio para acompanhar a namorada, Marilia Sampaio, de 37 anos, na Virada. Ele disse que não sabia do evento quando comprou a passagem, mas escolheu dedicar a viagem para realizar um sonho de Marilia.

"Nunca fui ao Theatro Municipal e essa é a oportunidade de eu conhecer de graça", contou ela. Depois da fila, os dois iriam curtir o show de Manu Chao, marcado para ocorrer ali do lado, no Palco Anhangabaú.

Na praça do Theatro, a Ramos de Azevedo, um público expressivo e dançante se reunia para acompanhar apresentações de jazz, que vão ocorrer nas 24h do evento, com direito a sets de DJs no intervalo.

Subindo um pouco, na Praça Dom José Gaspar, da Biblioteca Mário de Andrade, um público diminuto e contemplativo ocupava banquinhos para acompanhar uma performance de piano na praça.

Cancelamentos anunciados

Rappin' Hood, um dos destaques da programação do Centro Cultural São Paulo neste sábado, cancelou seu show. Em comunicado compartilhado nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Cultura e Indústria Criativa informa que o artista "foi internado por questões de saúde" e vai se afastar dos palcos "para focar em sua total recuperação".

A programação da Escola Municipal de Iniciação Artística Chácara das Flores, que aconteceria em sua área externa neste domingo, também foi cancelada. O motivo foi o volume de chuvas.

Estadão
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