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Vargas Llosa ataca Congresso "vergonhoso" do Peru e apoia presidente

8 out 2019
16h46
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O escritor peruano Mario Vargas Llosa, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, elogiou o presidente de centro Martín Vizcarra nesta terça-feira por dissolver o Parlamento de direita de maioria opositora e rotulou os ex-parlamentares como "trapaceiros semi-analfabetos".

Escritor Mario Vargas Llosa durante lançamento de seu novo livro em Madri
08/10/2019 REUTERS/Sergio Perez
Escritor Mario Vargas Llosa durante lançamento de seu novo livro em Madri 08/10/2019 REUTERS/Sergio Perez
Foto: Reuters

Vizcarra dissolveu o Congresso no dia 30 de setembro, um dos acontecimentos mais dramáticos da crise constitucional do país, dizendo que quer defender o Peru do que descreveu como uma máfia corrupta. Nenhuma instituição pública ou potência estrangeira endossou a acusação da oposição de que a medida foi ilegal e equivaleu a um golpe.

"Ele fez bem de fechar o Congresso. Era uma vergonha para o Peru um Congresso de semi-analfabetos, de trapaceiros", disse Vargas Llosa aos repórteres em Madri. Ele é considerado por muitos como o peruano mais famoso ainda vivo e é conhecido por sua postura enfática pró-democracia.

    "Espero que em janeiro, quando elegerem um novo Congresso, os cidadãos escolham melhor", disse ele durante a apresentação de seu novo livro, "Tiempos Recios", acrescentando que as democracias atuais estão vulneráveis à corrupção, ao populismo e a demagogia.

    Vargas Llosa, que mora em Madri, concorreu à Presidência do Peru em 1990, perdendo para Alberto Fujimori. Depois de governar a nação durante 10 anos, Fujimori acabou fugindo para o Japão em meio a acusações de corrupção e violações de direitos humanos e mais tarde foi condenado à prisão no Peru.

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