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Após Diana, realeza ainda é refém de chantagem dos tabloides

Harry expõe o medo exagerado dos parentes de virar alvo de ataques da mídia sensacionalista

12 mar 2021
09h05
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Na era do poder da internet e da popularidade das redes sociais, velhos jornais impressos ainda possuem influência a ponto de aterrorizar as pessoas mais famosas e protegidas da Inglaterra.

A história de Diana se repetiu com Meghan: a família real preferiu se calar a enfrentar os jornais difamadores
A história de Diana se repetiu com Meghan: a família real preferiu se calar a enfrentar os jornais difamadores
Foto: Fotomontagem: Blog Sala de TV

O príncipe Harry revelou na entrevista a Oprah Winfrey — exibida com legendas pelo canal GNT na noite de quinta-feira (11) — o pânico nos palácios e castelos sobre a possibilidade de desagradar os tabloides especializados em fofocas sobre a monarquia. “Eles têm medo do que os jornais vão dizer”, disse. O filme ‘A Rainha’ e a série ‘The Crown’ (Netflix) retrataram tal temor.

Harry contou existir um “contrato invisível” entre a realeza e esses veículos tendenciosos. Editores e repórteres são convidados para jantares e outros eventos de bajulação a fim de gerar manchetes positivas e, consequentemente, abafar notícias prejudiciais à imagem da rainha e seus parentes próximos. Uma relação eticamente promíscua.

Teria sido por causa desse acordo nada ético que a cúpula da monarquia se calou diante dos ataques ininterruptos da imprensa sensacionalista contra Meghan Markle, mulher de Harry. Em várias matérias, ela foi tratada com desrespeito. “Houve tom colonial”, acusou o príncipe, referindo-se a uma insistente abordagem preconceituosa em relação à origem negra da duquesa.

Essa linha editorial reforça a separação entre os brancos nobres e da aristocracia e os ‘outros’, ou seja, plebeus e pessoas de demais raças. Na visão de Harry, Meghan foi bem aceita por sua família, porém, não teve o mesmo acolhimento de funcionários do alto escalão da realeza e de jornalistas responsáveis por cobrir a corte britânica.

Os jornais que antes paparicavam Meghan passaram a publicar críticas e fofocas e agora exploram sua exclusão da família real
Os jornais que antes paparicavam Meghan passaram a publicar críticas e fofocas e agora exploram sua exclusão da família real
Foto: Reproduções

O príncipe que herdou a ousadia de sua mãe, disse que Diana “viveu” o mesmo drama e “previu” que a perseguição da mídia se repetiria com ele e o irmão, William. Diana foi, em seu tempo, a mulher mais fotografada, filmada e difamada do planeta. Morreu aos 36 anos, em agosto de 1997, em consequência de ferimentos produzidos em acidente de carro em Paris, quando o motorista tentava escapar dos paparazzi.

Deduz-se que os tabloides ingleses, dependentes de polêmicas e escândalos para comercializar mais exemplares e se destacar dos sites de notícias, quiseram usar Meghan comercialmente assim como fizeram com Diana. O preceito ‘notícia boa não vende’ faz esses impressos recorrerem a fake news e criar intrigas.

O cidadão comum tem parte de culpa nessa relação tóxica da família real com a imprensa marrom. Ao consumir os jornais com manchetes infames, o público financia essa indústria do anti-jornalismo incrustada no entorno da rainha Elizabeth e seu clã. Há dose generosa de sadismo e hipocrisia da parte de quem acompanha com interesse a destruição da imagem dos famosos.

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