2 eventos ao vivo

O Rio de Janeiro amanheceu triste após o incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro

Os mais de 20 milhões de itens históricos ficaram completamente destruídos.

3 set 2018
10h20
  • separator
  • 0
  • comentários

A semana começou nadinha bem para o Brasil, especialmente para o Rio de Janeiro: o Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, foi completamente destruído com seus mais de 20 milhões de itens históricos e científicos. Mas a comoção toda vai muito além do incêndio, já que parte importante do passado do país estava no local, que consequentemente virou cinzas.

Museu Nacional do Rio de Janeiro é completamente destruído em incêndio
Museu Nacional do Rio de Janeiro é completamente destruído em incêndio
Foto: Reprodução, Rede Globo / PureBreak

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio começou por volta das 19h30 deste domingo (2) e como boa parte da estrutura do prédio é de madeira, além do acervo com material inflamável, as chamas logo se espalharam. Para piorar, os dois hidrantes próximos ao local apresentaram problemas na hora do combate às chamas e depois de quase 2 horas, o jeito foi tirar água de um lago próximo - já era tarde demais. A assessoria de imprensa do Museu afirma que não houve feridos e que estão fazendo buscas e estudos para ver se alguma peça ainda pode ser salva. No meio da destruição, apenas um meteorito - o maior já encontrado no Brasil - conseguiu sair ileso. As causas do fogo ainda estão sendo investigadas eo prédio ainda corre riscos de desabar.

O Museu Nacional era a instituição científica mais antiga do país e tinha itens como o crânio de Luzia (o fóssil mais antigo das Américas), documentos do Império, o fóssil do Angaturana (o maior dinossauro carnívoro do Brasil) e a maior coleção egípcia da América Latina. As cinzas percorreram por bairros próximos e os moradores encontraram pedaços dos papéis tão importantes em suas casas. "Estes pequenos pedaços de cinzas começaram a cair desde as 22h, provavelmente. Às 23h começaram a cair pedaços maiores. Em um dos pedaços tem uma câmera moderna que pode ser de revista ou qualquer coisa mais atual. Porém, o outro pedaço é um treco de um texto que não dá para identificar que pode ser um livro, uma pesquisa ou algo muito importante que estivesse documentado ali no museu. (...) Com certeza, tocar nas cinzas é mais doloroso que ver as imagens do incêndio pela TV", disse um morador em entrevista ao G1.

O Purebreak lamenta profundamente essa grande perda para a história do Brasil.

PureBreak
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade