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Netflix vai ao STF para derrubar censura ao Porta dos Fundos

9 jan 2020
15h50
atualizado às 16h24
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A Netflix Brasil entrou nesta quinta-feira com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a decisão do desembargador Benedicto Abicair,  do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que suspendeu a veiculação do especial de Natal produzido pelo Porta dos Fundos.

Foto: Reprodução

A empresa alegou que houve "censura judicial" na decisão do desembargador, que proibiu a divulgação do programa humorístico do Porta dos Fundos que retratava Jesus Cristo como homossexual. O programa causou forte polêmica e, pouco antes da virada do ano, a sede da produtora foi alvo de um ataque com coquetel molotov.

O desembargador do Rio havia destacado em sua decisão que a exibição do especial do Porta dos Fundos poderia causar mais danos à sociedade brasileira, que é majoritariamente cristã, se continuasse sendo exibido.

Presidente do STF, Dias Toffoli
10/12/2019
REUTERS/Adriano Machado
Presidente do STF, Dias Toffoli 10/12/2019 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

No recurso, com pedido de liminar, a Netflix afirmou que a Constituição Federal veda quaisquer formas de censura e restrições não previstas à liberdade de expressão. Há diversos casos julgados pela corte que destacam esse princípio, citou a defesa da empresa.

"A decisão proferida pelo TJ-RJ tem efeito equivalente ao da bomba utilizada no atentado terrorista à sede do Porta dos Fundos: silencia por meio do medo e da intimidação", disseram os advogados da empresa no pedido ao STF.

O recurso terá como relator o ministro Gilmar Mendes, mas, durante o recesso do Judiciário, a decisão caberá ao presidente da corte de plantão. No momento, Dias Toffoli conduz o tribunal.

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