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Scorpions cantarola marchinha de carnaval e mostra clássicos

Veterana alemã não enfrentou problemas depois da maratona Iron Maiden no palco mundo

5 out 2019
03h11
atualizado às 07h52
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Começar um show às 00h37 e depois de Iron Maiden, nunca será para qualquer um. Mas não se fala em missão nesse caso. Mais que veterana, a banda alemã Scorpions tem idade para se espalhar pela História.

O vocalista Klaus Meine não estava lá quando Scorpions nasceu, e, aos 71 anos é quem começa Going Out With a Gang. É ele também quem fala com a plateia em português. "Boa noite, Rock in Rio. Tudo bem?"

Scorpions tocaram depois do Iron Maiden no Rock in Rio
Scorpions tocaram depois do Iron Maiden no Rock in Rio
Foto: Delmiro Junio/Agência O Dia / via Estadão Conteúdo

Depois dos muitos versos de The Zoo, eles gastam bons minutos se divertindo, tocando antes do sobrevoo de 70's Medley

Quando chega em We Built This House, ao lado, um casal se beija. "O amor é a cola que nos mantêm juntos."

Da instrumental Delicate Dance, Meine choca um pouquinho sua plateia quando deseja homenagear a cidade que abriga o Rock in Rio chamando a todos para cantar Cidade Maravilhosa. Ele tenta animado repetir a façanha, mas o público cansado nesse horário prefere não reagir à proposta.

É a chance de engatar na balada de Send me an Angel. O resultado foi bom porque veio como recompensa os assovios de Wind of Change. Os versos de "O futuro está no ar, eu posso sentir em todo lugar" caíram com a responsabilidade de uma prece para o Rio de Janeiro.

Com o solo de bateria de Mikkey Dee, o público se espalha um pouco e muita gente consegue acompanhar a apresentação sentada.

O palco às escuras não faz o público se afastar. A banda alemã ainda deve mais dois de seus hits. A penúltima aguardada demora para começar. A banda sai e volta ao palco com Still Loving You.

Rock You Like a Hurricane ergue o show pela última vez e o vocalista se despede pronto para mais uns anos de história.

Quinto dia

O Sepultura abriu o Palco Mundo com tudo. Em sua nona participação no festival, entre edições brasileiras e estrangeiras, a banda mineira encerrou um ciclo e deu partida para outro, que começa com um novo disco prometido para fevereiro de 2020. Isolation, a faixa título do álbum, foi executada pela primeira vez aqui - e trechos da apresentação serão usados no clipe da canção.

O show encerrou a turnê de Machine Messiah, que havia começado no Palco Sunset do Rock in Rio 2017. "Com todo o respeito aos outros dias do festival, esse é o melhor, porque o metal é foda!", diz Andreas Kisser depois de performances explosivas de Arise (1991), Territory (1993) e Phantom Self (2017). Choke e Attitude deram partida com instrumentos de percussão tipicamente brasileiros, como o berimbau, uma forma definidora do DNA do Sepultura.

Segundo do line-up no palco principal do Rock in Rio, Helloween é conhecido e querido pelos fãs brasileiros. A banda alemã já tocou em terras tupiniquins mais de 10 vezes e, segundo o YouTube, o Brasil lidera presença no consumo de músicas do grupo. Só perde para a Indonésia. 

Helloween tocou menorzinha no Palco Sunset 2013 e agora voltou com o mesmo encantamento. A diferença é que não tinham o álbum de 2015. Com I am Alive, os vocalistas Michael Kiske e Andi Deris não perdem tempo. Cumprimentam a plateia e relembram da primeira vez no Rock in Rio. "É bom estar de voltaaaaa". 

Com entusiasmo e sem tempo a perder, a banda cantou os Direitos Humanos em How Many Tears. "Afaste essa praga de ódio. Levante sua voz. Nao é tarde", diz o verso. Em I Want Out, Helloween confirma sua rebeldia no desejo de fazer as coisas por conta própria e pelo direito de ser. "To live My Live and To be Free.

O Palco Sunset ficou pequeno para o Slayer. A banda tocou os últimos acordes de sua história no Brasil na noite desta sexta-feira, 4. Pelo menos é o que a banda de Tom Araya prometeu em janeiro de 2018, quando lançaram a turnê que agora fez sua última apresentação no País: seria a última.

O palco era decorado com bandeiras gigantes que cobriam toda a extensão da parede atrás da banda, e caíam entre algumas músicas, com estampas de caveiras, espadas, raios e trovões, referências aos temas caros à banda (coisas como morte, suicídio guerra, satanismo, etc) e um show de luzes que botou as outras apresentações de metal do Rock in Rio, até o momento, em um patamar inferior. 

Na plateia, rodas enormes se formavam em pontos próximos e distantes do palco. Como num jogo de futebol, um tipo de energia hostil se instalava no ar com sinalizadores e gritos de "ole, ole, ole, Slayer, Slayer".

Com uma megaprodução adaptada para os maiores palcos da Terra, o Iron Maiden pisou no Palco Mundo  nesta sexta-feira, 4, cercado de expectativas: a turnê Legacy of the Beast é a maior que a banda já fez, segundo os próprios, e as razões ficaram claras durante o show.

Um avião plana pelo palco sobre a banda. Um monstro de três metros de altura sobe ao palco para uma luta corporal com o vocalista. O cenário se transforma em catedral, prisão, cemitério e até no próprio inferno. Uma cruz é empunhada para os céus. Um Ícaro imenso aparece, tentando empenhar sua eterna fuga de Creta.

De fisicalidade ativa e vigorosa, Bruce Dickinson passeou pelo repertório antigo do grupo britânico, mas o destaque do show foi o cenário, digno de produção da Broadway mas numa escala monumental, pensado para plateias imensas. A turnê não divulga nenhum disco, mas sim o videogame no formato mobile de mesmo nome, lançado em 2017.

Mas Dickinson não fez o show sozinho: do movimento de Steve Harris (o único membro fundador da banda) de "atirar na plateia" com seu baixo, à guitarra voadora de Janick Gers, até às formações de ataque em que os quatro membros da cordas se postaram, o engajamento com a plateia foi constante.

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Estadão
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