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Dona Onete comanda o Pará Pop com brilho e festa no RiR

Uma das compositoras mais importantes dessa geração foi o fio condutor de um encontro regional no Palco Sunset

3 out 2019
18h35
atualizado às 19h10
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Dona Onete foi quem comandou o show inédito e exclusivo Pará Pop no Palco Sunset do Rock in Rio 2019 na tarde desta quinta-feira, 3, retomando a maratona de shows que vai até o próximo domingo, 6. A tarefa foi fácil com sucessos na ponta da língua do público, como Jambu Treme e No Meio do Pitiú. O encontro ainda viu subir ao palco Fafá de Belém, Gaby Amarantos, Jaloo (de disco novo na bagagem) e Lucas Estrela (jovem guitarrista paraense que antes trabalhou como roadie para alguns desses nomes).

"É um orgulho receber o estado do Pará no Rock in Rio", disse o curador do Sunset, Zé Ricardo, antes do show começar. No palco, Dona Onete ensina para o Brasil o que é o carimbó. Na sua versão, ele vem "chamegado", para dançar juntinho mas também, como ela mostrou com seus trabalhos na última década, para tomar conta de uma parte significativa das pistas de São Paulo e Rio.

Gaby Amarantos beija Dona Onete durante apresentação do Pará Pop, formado por nomes como Dona Onete, Fafá de Belém, Gaby Amarantos e Jaloo, no Palco Sunset
Gaby Amarantos beija Dona Onete durante apresentação do Pará Pop, formado por nomes como Dona Onete, Fafá de Belém, Gaby Amarantos e Jaloo, no Palco Sunset
Foto: Wilton Junior / Estadão Conteúdo

Lucas Estrela levou ao palco sua pesquisa musical que parte dos sons regionais, como o próprio carimbó e o tecnobrega, mas incorpora a eles sons com efeitos da sua guitarra Stratocaster.

Gaby Amarantos, a próxima a subir ao palco, segue na seara sintetizada, mas traz sua qualidade pop para o tecnobrega, com canções como Xirley e Ex Mai Love (2012). Jaloo, sempre carismático, e Manoel Cordeiro, um dos fundadores da guitarrada paraense, preparam o palco para a chegada de Fafá.

De caracterização indígena no rosto, a voz de Belém completa uma seleção bem pensada, que termina o show com uma festa de Banzeiro, de Dona Onete - de carreira tardia, aos 80 anos, uma das compositoras mais sofisticadas da geração atual da música popular brasileira.

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Estadão
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