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Juvi Chagas é responsável por trazer todas as novidades do Sonora Fã Cast  Foto: Reprodução/Instagram

Sonora Fã Cast: fã de K-Pop e Fresno passa frio extremo, paga mico e enfrenta ‘Natal’ fora de época para ver ídolos

O episódio acompanha os perrengues de Júlia para curtir um show do rapper Jackson Wang, em 2023, e uma apresentação gratuita da banda emo

Imagem: Reprodução/Instagram
  • Redação Terra Redação Terra
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9 abr 2026 - 15h37
Sonora Fã Cast está com o primeiro episódio no ar
Sonora Fã Cast está com o primeiro episódio no ar
Foto: Reprodução/Instagram

Usar fralda para garantir grade de show, acampar do lado de fora de estádios e até fazer tatuagem em homenagem a alguém que sequer o conhece. Tudo isso parece loucura até você se tornar um fã de verdade. Com a Júlia foi assim. A paulista faz parte de duas comunidades que não deixam a desejar no empenho: os emos e os k-poppers. Para curtir shows dos ídolos, ela chegou a passar a noite mais fria do ano ao relento, pagou mico e até ficou presa em um evento natalino fora de época. No fim, valeu a pena.

Essas histórias que envolvem paixão, coragem e uma pitada de caos estão no Sonora Fã Cast. O episódio lembra as duas situações mais inusitadas que Júlia precisou enfrentar para aplaudir seus ídolos de pertinho, direto da plateia. A primeira aconteceu lá em 2019, quando os grupos de K-Pop se tornaram um fenômeno no Brasil e no mundo. 

Aventura k-popper na noite mais fria do ano

Na época, Júlia era uma adolescente curiosa e começou a acompanhar esse novo movimento vindo lá da Coreia do Sul. Depois do 'clique' do amor à primeira vista, ela mergulhou de vez nesse universo. Aprendeu coreografias, conheceu novas bandas e até no idioma a paulista arriscou. Mesmo imersa no mundo do K-Pop, ver aqueles artistas de perto parecia quase impossível. Até 2023. 

Há três anos, Júlia descobriu que o rapper Jackson Wang faria um show no Brasil. A fã, que mora no interior de São Paulo, decidiu que precisava estar lá, mesmo faltando um detalhe importante: o dinheiro. Como quem tem cartão de crédito vai até no Japão se parcelar direitinho, ela não deixou a oportunidade ir embora e passou a passagem de ônibus em 10 vezes. 

Mas o valor do deslocamento e do ingresso era o máximo que Júlia podia desembolsar. Ficar hospedada em um hotel caro ou até em um albergue em São Paulo era uma opção inimaginável para a fã. O plano, então, era simples (e ousado): ir direto para o estádio, entrar na fila cedo e passar a noite ali.

Quando chegou ao local, ela percebeu que outros fãs também tiveram a mesma ideia. Foi como se finalmente tivesse encontrado sua 'turma'. Todos reunidos, com looks temáticos, animados com a apresentação que estava por vir. A ansiedade era tanta que nem passou pela cabeça de Júlia olhar a previsão do tempo. 

Naquela noite, a cidade enfrentaria a mais fria do ano. Sem preparo para encarar a 'friaca' intensa, a paulista improvisou. Andou de um lado para o outro para se aquecer, puxou a roupa como dava e contou com a solidariedade de outros fãs. Ganhou um lençol fino, dividiu conversas, fez amizades e sobreviveu à noite.

Na manhã seguinte, mesmo exausta, ela decidiu retribuir o gesto: se ofereceu para ir ao mercado comprar pão e suco para a galera. Foi aí que o perrengue virou história. Com aparência de quem tinha atravessado a madrugada ao relento, Júlia foi surpreendida na porta do mercado por uma senhora que, sem dizer nada, colocou duas moedas em sua mão.

A cena poderia ser constrangedora, mas virou crise de riso. Ali mesmo, Júlia gargalhou da situação e resolveu se arrumar. Ela encarou o espelho, ajeitou o visual e voltou para a fila como se nada tivesse acontecido. O show, claro, valeu a pena. E a exaustão e o perrengue, que parecem fazer parte da vida do fã apaixonado, viraram história para contar. 

Show do Fresno frustrado pelo Papai Noel

Se tem um grupo de fãs tão empenhados quanto os k-poppers, são os emos. E Júlia consegue fazer parte das duas comunidades. Além de Jackson Wang, a paulista também é fã da Fresno, a banda gaúcha que foi um fenômeno nos anos 2010. 

Meses depois do perrengue para ver o ídolo asiático, ela já estava pronta para outra. Foi quando, em outubro do mesmo ano, descobriu que a Fresno faria um show gratuito em Santos. Mais uma vez, a fã teria que viajar, mas isso não era um problema. 

Se na primeira aventura ela estava sozinha, da segunda vez Júlia iria com um grupo de amigos que também estava com um orçamento para lá de apertado. De sua cidade do interior para Santos, a ida foi tranquila e deu até para curtir o clima do litoral. 

Tudo corria bem até o caminho para o show ser interrompido por algo totalmente inesperado: um evento natalino fora de época. A rua estava tomada por uma multidão, com direito a fantasias, crianças, balões e até a promessa da chegada do Papai Noel.

Presos no meio da confusão, eles precisaram improvisar uma verdadeira operação de fuga. Entre tentativas frustradas de chamar transporte e um zigue-zague caótico pela multidão, Júlia e o grupo de amigos conseguiram chegar ao local do show.

Parecia que finalmente curtiriam a banda de perto mas... Não rolou. Apesar de gratuito, o evento tinha capacidade limitada e o espaço já estava lotado. Sem acreditar, eles foram barrados sem possibilidade de argumentar ou tentar "chorar" uma vaguinha. 

Mas como fã que é fã não desiste nunca, a solução foi assistir à apresentação por um telão montado em uma praça. Não era o plano original, sequer o ideal. Mesmo assim, funcionou.

Após toda a saga para ver o grupo emo de pertinho, Júlia e o grupo de amigos se contentaram mesmo em dividir o momento improvisado com outros fãs desconhecidos que também não conseguiram entrar. 

Fonte: Portal Terra
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