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Uma Thurman revela que abortou quando jovem e se opõe à nova lei do Texas

A atriz americana de 51 anos afirmou que a proibição quase total do aborto é 'uma crise de direitos humanos'

22 set 2021 18h11
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A atriz americana Uma Thurman revelou nesta quarta-feira, 22, que fez um aborto quando adolescente em uma coluna de opinião na qual expressou sua oposição à proibição quase total do aborto no Texas.

"É meu segredo mais sombrio", disse a estrela de Hollywood, de 51 anos, no artigo publicado no The Washington Post.

"O aborto que fiz na adolescência foi a decisão mais difícil da minha vida, me causou angústia na época e me entristece até hoje, mas foi o caminho para uma vida repleta de alegria e amor que experimentei", escreveu.

A atriz, indicada ao Oscar por seu papel no filme Pulp Fiction, de 1994, disse que a lei de aborto do Texas, que entrou em vigor em 1º de setembro, trará "uma crise de direitos humanos para as mulheres americanas".

"Esta lei é mais uma ferramenta discriminatória contra os economicamente desfavorecidos", afirmou. "Mulheres e filhos de famílias ricas têm todas as opções do mundo e enfrentam poucos riscos."

A "Lei dos batimentos cardíacos do Texas" proíbe o aborto assim que o batimento cardíaco do feto é detectado, o que geralmente ocorre em seis semanas, antes que muitas mulheres saibam que estão grávidas. Ela não faz exceções para estupro ou incesto.

O projeto de lei permite que os cidadãos denunciem os médicos que realizam abortos após seis semanas ou qualquer pessoa que facilite o procedimento.

Thurman disse estar "com o coração partido" por uma lei que "coloca os cidadãos contra os cidadãos, criando novos vigilantes que irão contra essas mulheres desfavorecidas, negando-lhes a opção de não ter filhos dos quais não estão preparados para cuidar".

"Optar por não manter aquela gravidez precoce me permitiu crescer e me tornar a mãe que eu queria e precisava ser", explicou Thurman, mãe de três filhos.

A artista disse que compartilhou sua própria experiência "na esperança de manter as chamas da controvérsia longe de mulheres vulneráveis sobre as quais esta lei terá um efeito imediato".

Estadão
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