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'Se eu falhasse, todos iriam rir de mim', diz Anitta sobre carreira internacional

Cantora disse que teve receio de virar uma 'piada' no Brasil

13 mai 2022 15h01
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Anitta se consolidou com uma das principais artistas brasileiras da atualidade e conseguiu impulsionar sua carreira para outros países com shows em festivais internacionais, parceria com grandes nomes e o Top 1 no principal streaming de música do mundo.

Olhando para trás, ela lembrou da dificuldade que passou para alcançar esse lugar. Em entrevista à revista Billboard, a cantora falou sobre os receios que surgiram quando decidiu "voar internacionalmente".

Em 2015, em uma conversa com seu irmão, Anitta falou sobre o seu novo objetivo e ele respondeu: "Por quê? Você precisará começar por baixo e fazer a mesma coisa que estava fazendo há seis anos, você não tem mais energia."

Mas ela resolveu encarar. "E eu disse a ele que era o que eu queria, embora estivesse realmente assustada."

"Isso significava que eu deveria abandonar tudo o que eu tinha feito. Eu sabia que se eu falhasse, todos no meu País iriam rir de mim. É isso que acontece com todos os que tentam e falham. Não queria me tornar uma piada. Eu queria que isso acontecesse de verdade."

A partir de então, Anitta tinha o objetivo, mas ainda não sabia como iria alcançá-lo. "Muitos executivos de gravadoras me disseram que era impossível ter uma carreira internacional como uma brasileira. E eles não estavam sendo maldosos, pois nunca tinham visto ninguém fazer isso recentemente."

Mas na cabeça dela nada era impossível. Anitta sabia que seria um risco e precisaria ter coragem para insistir. "Não é fácil ou rápido, especialmente quando já se está acostumada a ser tratada como uma estrela em um País e, depois, vai para um outro mercado e é tratada como ninguém."

Agora, sete anos depois, ela conseguiu provar que é possível. "Ser um artista internacional não é só ser famoso onde quer que você vá, porque o mundo é muito grande. Trata-se de ser capaz de impactar áreas culturalmente diferentes ao mesmo tempo."

Estadão
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