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SPFW: os cabelos das passarelas que você vai querer copiar na vida real

As tendências de beleza vindas das passarelas estão cada vez mais libertadoras. Segundo os desfiles do São Paulo Fashion Week, o estilo natural está em alta. Grande parte das marcas que apresentaram sua coleção nesta edição de #46 apenas realçaram a beleza de cada modelo, mantendo seus cabelos da forma como vieram ao mundo. A moda tem cara de vida real e reforça a diversidade também na beleza

26 out 2018
16h38
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A diversidade é um caminho sem volta na moda. Além da representatividade nas passarelas, os looks de desfiles vêm respeitando cada vez mais as características de cada pessoa e deixando de lado padrões a ser seguidos e isso pode ser visto, veja só, até nas passarelas que supostamente ditam as tendências de moda. Na beleza, isso pode ser visto através da make natural e também dos cabelos. A diversidade em relação ao hairstyle apareceu nas semanas de moda internacionais e ganhou coro no São Paulo Fashion Week, principal semana de moda do Brasil.

Cada uma com seu estilo

Os cachos soltos e o volumão podem, por exemplo, ser vistos em algumas das principais passarelas da temporada de moda paulistana. A Osklen foi uma das que apostou na diversidade, deixando cada modelo brilhar com seu cabelo natural. Essa foi a escolha, também, de marcas como a Cotton Project e a Two Denin. O liso, que vem substituindo o baby liss que dominou as temporadas anteriores, também apareceu em desfiles como o de Reinaldo Lourenço e da Handred. Mas a gente espera que a moda continue abrindo caminhos no lugar de impor padrões.

Sustentabilidade e política no SPFW

O projeto Top 5, uma parceria do São Paulo Fashion Week com o Sebrae, leva novos talentos de todos os cantos do país para a maior semana de moda do país e tem foco em uma cadeia produtiva sustentável para pensar o futuro da moda. Nesta edição a mineira LED, do designer Célio Dias, se destacou pela proposta sem gênero e sustentável que sua grife propõe. "O desfile trouxe o nordeste como inspiração e teve o objetivo de falar de representatividade e desmistificar a figura do 'cabra macho'", conta Célio. A marca, que nasceu sem gênero ("um assunto já ultrapassado", acredita Célio) trabalha com cores vibrantes desde o início e, segundo Célio, busca traçar um mix de tecnologia com artesanato, sobretudo com o crochê. "Entendo que consegui dar uma cara contemporânea para esse trabalho que, muitas vezes, é considerado vintage. Célio, que se destacou na semana de moda também por usar uma t-shirt com o dizer "Ele não" para sua entrada final na passarela, conta que o posicionamento "em prol da humanidade e da empatia", está no DNA da marca que consegue crescer levantando essa bandeira. "Não é simplesmente uma questão política, mas humana", diz. Em alta nesta temporada, o crochê também apareceu na coleção da designer Karine Fouvry, que apostou em um desfile todo artesanal com looks em off white que remetem, também, ao nordeste e, sobretudo, à contribuição africana na cultura nordestina.

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