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SPFW: As bolsas que vão estar em alta na próxima temporada têm pegada artesanal

Dentro e fora das passarelas, as bolsas de palha já vêm se firmando como um dos acessórios mais cobiçados em looks não só de praia, mas também para usar na cidade. As passarelas do São Paulo Fashion Week só reforçam que o artesanato está em alta tanto nas roupas quanto nos acessórios. O bom é que a trend é democrática e promete agradar fashionistas de todos os estilos.

25 out 2018
19h38
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O São Paulo Fashion Week chega ao fim nesta sexta-feira (26 de outubro) e reforça tendências que estão em alta há algumas temporadas, como o vermelho. A bolsa com pegada artesanal é uma delas. A aposta no artesanato, que rolou também nos looks, se revela nos acessórios de uma forma bem democrática. É que as bolsas de palha --especialmente o modelo balaio, que já foi usado até por Beyoncé -- e as peças feitas com outros tipos de artesanato -- como crochê e macramê -- vão saindo das feiras étnicas para começarem a aparecer nas passarelas.

Grifes investiram no artesanato nesta temporada

Marcas como a Osklen, que aposta na moda sustentável, e a Borana apostaram em modelos feitos em palha, cada um em seu estilo. Além do formato balaio, a bucket bag é outro modelo em alta e se mostra versátil, já que vai da praia ao jantar no restaurante. Além da palha, outros tipos de artesanatos, como o crochê, o macramê e o uso de sementes também se mostraram trends em passarelas como a da LED, Karine Fouvry e Aluf, todos novos talentos que desfilaram no São Paulo Fashion Week.

Política e sustentabilidade no SPFW

O projeto Top 5, uma parceria do São Paulo Fashion Week com o Sebrae, leva novos talentos de todos os cantos do país para a maior semana de moda do país e tem foco em uma cadeia produtiva sustentável para pensar o futuro da moda. Nesta edição a mineira LED, do designer Célio Dias, se destacou pela proposta sem gênero e sustentável que sua grife propõe. "O desfile trouxe o nordeste como inspiração e teve o objetivo de falar de representatividade e desmistificar a figura do 'cabra macho'", conta Célio. A marca, que nasceu sem gênero ("um assunto já ultrapassado", acredita Célio) trabalha com cores vibrantes desde o início e, segundo Célio, busca traçar um mix de tecnologia com artesanato, sobretudo com o crochê. "Entendo que consegui dar uma cara contemporânea para esse trabalho que, muitas vezes, é considerado vintage. Célio, que se destacou na semana de moda também por usar uma t-shirt com o dizer "Ele não" para sua entrada final na passarela, conta que o posicionamento "em prol da humanidade e da empatia", está no DNA da marca que consegue crescer levantando essa bandeira. "Não é simplesmente uma questão política, mas humana", diz. Em alta nesta temporada, o crochê também apareceu na coleção da designer Karine Fouvry, que apostou em um desfile todo artesanal com looks em off white que remetem, também, ao nordeste e, sobretudo, à contribuição africana na cultura nordestina.

PurePeople
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