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Psicóloga dá dicas para o empoderamento: 'detox ao seu redor'

Ao Purepeople, Vanessa Tomasini afirma que redes sociais influenciam na forma que as pessoas enxergam o próprio corpo

8 mar 2018
14h27
atualizado às 14h44
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Na academia, corpos magros e sarados. Na internet, contas fitness de Instagram. Nas revistas, as novas dietas da moda. Como se proteger dos distúrbios alimentares - que levam a alimentação a extremos - com tantos estímulos para a perda de peso e pressão para conquistar uma forma física tida como ideal? "Eu brinco que você precisa fazer um detox ao seu redor. Hoje em dia a gente usa muito as redes sociais, como o Facebook, o Instagram, e, às vezes, você segue 1000 perfis de musas fitness, dessas pessoas com esses corpos dentro desses padrões estéticos estabelecidos. E, cada vez que você abre ali o seu feed, você é bombardeado disso o tempo inteiro, então chega uma hora em que você começa a olhar para o seu feed e vê 'caramba, todo mundo tem esse corpo menos eu'", diz a psicóloga clínica Vanessa Tomasini ao Purepeople.

Confira dicas de empoderamento da psicóloga Vanessa Tomasini!
Confira dicas de empoderamento da psicóloga Vanessa Tomasini!
Foto: Getty Images / PurePeople

'Existe muito o uso de filtro, photoshop', ressalta psicóloga

Apesar de muitas pessoas se dedicarem a rotinas pesadas de malhação e alimentação regrada, Vanessa chama atenção para outros fatores envolvidos nas fotos "perfeitas" das redes sociais: "A gente sabe que existe muito o uso de filtro, luz, photoshop, tem muitas coisas envolvidas: a posição da foto, a forma como você coloca o seu corpo. Tudo isso é levado em conta. Então, não são corpos reais. Os corpos reais são corpos como o meu, o seu, o da sua vizinha, da sua colega de trabalho, esses são os corpos reais com as suas histórias."

Corpos são naturalmente diversos: 'Não existe certo e errado'

Segundo a profissional, a chave para o empoderamento é compreender a diversidade das formas físicas. "A melhor arma para empoderar essas mulheres é, primeiro, observar ao seu redor, olhar os outros corpos e ver qual é a realidade, que não é essa desse padrão, dessas fotos. A segunda coisa é entender que um corpo que é maior no tamanho ou na forma de outro, ele só é diferente, não existe certo e errado. As pessoas contam também a sua história pelo seu corpo, por exemplo, uma gestação que pode ter trazido estrias. O próprio envelhecimento, as rugas, já são uma marca do tempo que nós vivemos", aponta.

'A gente investe cada vez mais em não sermos quem somos', diz

Além de expandir o olhar ao redor, é importante direcionar a visão para dentro de si. "Hoje existe uma busca muito grande por esse corpo que é perfeito, por esse envelhecimento que tem que ser evitado a qualquer custo, por não parecer a idade que se tem, por tratamentos e cirurgia plástica para poder ter um abdômen X ou Y. A gente investe cada vez mais em não sermos quem somos. Então precisamos voltar, começar esse trabalho de olhar para si própria para que a gente possa voltar a se olhar com amor, a se olhar entendendo o seu momento, o seu corpo, olhar para nós com mais carinho", finaliza Vanessa.

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PurePeople

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