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Pele oleosa, não! Dermatologista entrega estratégias para acabar com o problema

'É parte do manto hidrolipídico, uma camada de proteção fundamental para proteção e para a função barreira', explica Lilia Guadanhim

15 abr 2018
06h59
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Por conta do aspecto de pele engordurada, a oleosidade pode se tornar um incômodo caso não seja combatida da maneira correta. Nem sempre recorrer a tratamentos caseiros e optar por produtos naturais são suficientes, pois tudo depende do nível de óleo produzido pelo organismo. A característica, que pode estar presente em outros lugares além da pele, também é benéfica caso não seja de forma excessiva. Para descobrir se a sua pele se encaixa nesse perfil e entender melhor o que é a oleosidade, o Purepeople conversou com a dermatologista Lilia Guadanhim.

Saiba reconhecer uma pele oleosa: 'Brilho excessivo'

Para quem acha que o óleo fabricado não tem impacto positivo na saúde, está enganado! O principal problema é quando o corpo fabrica em grande quantidade. "A oleosidade da pele é parte do manto hidrolipídico, uma camada de proteção fundamental para proteção e para a função barreira da pele", esclarece a médica. "Peles mais oleosas são mais predispostas ao surgimento de dermatite seborreica. Essas lesões vermelhas, descamativas e pruriginosas, tendem a aparecer nas porções mais oleosas do rosto como nas as sobrancelhas, ao lado do nariz, tendendo a piorar em períodos frios e com estresse. Além da acne." Caso tenha surgido a dúvida de como identificar essa característica, não se preocupe. A especialista ensina: "O diagnóstico é clínico e podemos perceber brilho excessivo e sensação de pele gordurosa ao longo do dia. Isso tende a piorar em dias muito quentes e úmidos e com o estresse."

Aprenda a controlar o óleo: 'Existem várias estratégias'

Ao identificar se seu tipo de pele é oleosa, o ideal é procurar um dermatologista, mas alguns métodos inofensivos podem ajudar a melhorar. "Existem várias estratégias para controlar esse problema. Uma delas é com sabonetes e géis de limpeza, então aposte em opções específicas contendo ativos seborreguladores. Evite sabonetes muito abrasivos, esfoliantes e que contenham substâncias muito agressivas, como o enxofre. As soluções micelares e de limpeza contêm ativos como o zinco, que regula a oleosidade. Essas soluções podem ser aplicadas com algodão no rosto, pela manhã e à noite", explica. Ainda sobre alguns cuidados que podem amenizar o problema e que deixam a pele com a aparência de "efeito Cinderela", a médica cita: "Produtos tópicos, dermocosméticos ou medicamentos contendo ativos seborreguladores, como o ácido salicílico, LHA, ácido glicólico, ácido retinoico e seus derivados, ácido azelaico podem ser boas alternativas. Os casos mais graves ou resistentes aos tratamentos tópicos podem ser tratados com medicações orais."

Hidratar pode piorar a oleosidade? 'Esse é um receio da maioria dos pacientes'

Muitos acreditam que passar hidratante no rosto ajuda a produzir óleo e, por este motivo, evitam o produto. A dermatologista alerta: "Esse é um receio da maioria dos pacientes de pele oleosa. É importantíssimo ressaltar que os conceitos de pele oleosa e hidratada são bem diferentes! O uso de hidratantes é cada vez mais reconhecido como um passo importante da rotina de cuidados com a pele, mesmo as oleosas, pois mantém a barreira da pele protegida, além de aumentar a tolerância aos tratamentos tópicos e deixar a pele menos sensibilizada. No entanto, devemos sempre escolher uma textura adequada de hidratante, porque texturas pesadas como cremes e pomadas podem piorar a oleosidade. O sérum, gel creme e légère são mais leves e tendem a ser mais adequadas."

Hábitos que podem estimular a oleosidade: 'Exposição a poluição'

Muitos costumes praticados podem prejudicar a pele! Prestar atenção na alimentação é essencial, pois influencia em todo o organismo e não seria diferente para a oleosidade. Pensando nisso, a dermatologista selecionou os mais comuns e que devem ser evitados: "Lavar excessivamente o rosto mais do que duas vezes ao dia; suplementos alimentares, principalmente os que contem whey protein e carboidratos de absorção rápida; uso de anticoncepcionais não combinados contendo apenas derivados de progesterona; exposição à poluição, pois estudos recentes demonstram que ambientes poluídos podem aumentar em 3,5 vezes a oleosidade da pele; alimentos com alto índice glicêmico e que aumentem rapidamente a glicemia como o chocolate; alimentos ricos em gorduras trans; leite desnatado, pois, pensando na pele, o leite integral é uma opção mais adequada."

(Por Fernanda Casagrande)

PurePeople

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