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O fim do Victoria's Secret Fashion Show e a diversidade no mundo da moda

O cancelamento oficial do Victoria's Secret Fashion Show não pegou o mundo da moda de surpresa. Faz alguns anos que a famosa grife de lingerie virou alvo de críticas por não incluir modelos fora de seu "padrão de beleza" no desfile anual. O fim do megaevento de quase 25 anos acontece em um momento de valorização da diversidade no mundo da moda, seja por grifes nacionais ou internacionais

25 nov 2019
16h46
atualizado às 18h05
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O fim do desfile anual da Victoria's Secret, famosa marca de lingerie e produtos de beleza norte-americana, foi confirmado na última semana pela L Brands, responsável pela grife. Após rumores apontarem o cancelamento do evento no meio do ano, a notícia se tornou oficial: o Victoria's Secret Fashion Show deixará de existir de vez - o desfile acontecia todo ano desde 1995 e virou marca registrada da empresa. Em um momento de valorização da diversidade na moda, a grife sofreu críticas por não modificar o perfil de seu casting - personificado na figura das "angels". "Nós acreditamos que é importante evoluir a mensagem da Victoria's Secret", declarou Stu Burdoerfer, CEO do grupo.

As "angels" e o padrão de beleza Victoria's Secret

Não é de hoje que a Victoria's Secret virou alvo de críticas por não apresentar mulheres diversas em seus desfiles. Ao longo de quase 25 anos de evento, a marca foi acusada de reforçar padrões de beleza pouco realistas nas passarelas e não contribuir para a representatividade feminina. Com um time de "angels" mais diverso, a grife chegou a apresentar um desfile inclusivo para seus padrões no ano passado, mas as declarações polêmicas do diretor de marketing, Ed Razek, repercutiram de forma negativa entre o público.

Cabelo natural, corpo com curvas e mulheres maduras

As semanas de moda de Nova York, Paris, Londres e Milão provaram que não existe um "corpo de modelo" ideal - nem cabelo, nem idade. Além de lançar as principais tendências quando o assunto é roupa, maquiagem e acessórios para a próxima estação, grifes como Chromat, Tommy Hilfiger, Studio 189 e Christian Siriano levaram mulheres grávidas, gordas e maduras para o holofote. Já a Savage X Fenty, linha de lingerie sexy encabeçada pela cantora Rihanna, conquistou a crítica internacional por defender o empoderamento feminino com um casting superdiverso trajando roupas íntimas.

A diversidade nas passarelas brasileiras

Por aqui, a diversidade também marcou presença. A grife Angela Brito, por exemplo, contou com um casting formado majoritariamente por modelos negras e exaltou a estética afro na beleza desfilada no São Paulo Fashion Week. Por sua vez, a Cavalera exibiu mulheres plus size e modelos transexuais com direito a um protesto poderoso nas passarelas paulistas (Sam Porto desfilou com as palavras "Respeito Trans" escritas no peito). Já a plataforma Free Free, estreante no SPFW, levou um dos desfiles mais inclusivos para a cidade brasileira: mulheres de todas as idades, cores e tamanhos.

(Por Bruna Vilar)

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