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Ludmilla defende MC Rebecca de ataques racistas

"Não tenho vergonha da onde eu vim principalmente por cantar proibidão, as pessoas vão ter que aceitar o que eu faço é arte, é cultura".

2 dez 2019
14h24
atualizado às 15h05
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Eleita "Cantora do Ano" no Prêmio Multishow, Ludmilla saiu em defesa de MC Rebecca após a funkeira ser alvo de ataques racistas no Instagram, plataforma em que comemorou o posto de primeira mulher negra brasileira a entrar no top 100 mundial do Spotify com a música "Combatchy", parceria com Anitta, Lexa e Luísa Sonza. "Estão fazendo com a Rebecca igual fizeram comigo quando comemorei o Rock in Rio. Vai ter negro feliz com as suas conquistas sim senhor, doa a quem doer, comemora mais que tá pouco Rebecca", falou Ludmilla.

Ludmilla defendeu MC Rebecca de ofensas racistas na web
Ludmilla defendeu MC Rebecca de ofensas racistas na web
Foto: AGNews / PurePeople

Lexa, que lançou o clipe em festa e rebolou muito em show realizado em São Paulo, também se posicionou. "As pessoas deveriam fazer uma reflexão, eu nasci na comunidade, Anitta e Rebecca também, Luísa do interior do Sul, vocês têm noção do que é levar funk e pop para as pessoas? Enfrentar preconceitos todos os dias? Somos mulheres vencedoras! Tenho orgulho de vocês amigas", declarou.

Após a enxurrada de preconceito sofrido na web, a própria MC Rebecca falou sobre o assunto. "Eu nunca imaginei que chegaria aqui, mas vocês têm que entender que ainda tem muitas pessoas para chegar aqui. Não adianta colocar mensagens no meu Instagram para me ofender porque isso não vai me atingir e não vou mudar quem sou por causa de vocês", disparou. No Twitter, a funkeira também desabafou sobre o ocorrido: "Sinceramente eu não entendo o brasileiro, estou representando o meu país era o mínimo as pessoas serem solidárias aonde um país que tem muito preconceito e racismo, que eu consiga no meio disso tudo está no top 100 global, isso me deixa extremamente chateada".

Em seguida, MC Rebecca lamentou as barreiras do preconceito. "Não tenho vergonha da onde eu vim principalmente por cantar proibidão, as pessoas vão ter que aceitar o que eu faço é arte, é cultura, sim. Que outras mulheres negras cheguem em todos os topos assim como eu cheguei e que nada é impossível se você acreditar! É muito audácia né tá chovendo racista no meu Instagram", disse a artista, que gostaria de ter mais apoio: "Não tenho o direito de estar feliz com as minhas próprias conquistas. Eu já fiquei um pouco triste. Eu não estou aqui para me gabar, ser melhor do que alguém, mas eu estou muito feliz por ser a primeira brasileira negra a estar no top 100 global (do Spotify). Hoje em dia, sofremos racismo camuflado, é preconceito o tempo inteiro".

(Por Patrícia Dias)

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