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Jejum intermitente: como fazer e quais os benefícios apontados por especialistas

Alternar intervalos de jejum com janelas de alimentação é uma prática cada vez mais adotadas por quem deseja uma vida saudável. Para a Dra. Patricia Davidson, uma das maiores vantagens da prática é a perda de peso consistente e rápida, mantendo outros benefícios para a saúde do paciente. Os resultados costumam ser positivos em relação ao emagrecimento, mas não se resumem a isso.

7 ago 2019
18h27
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O jejum intermitente é uma dieta aceita por nutricionistas, mas já fez muita gente torcer o nariz. A prática tem conquistado seu espaço entre aqueles que desejam perder peso ou simplesmente ter uma alimentação saudável, como é o caso de atrizes como Juliana Paes e Deborah Secco, que já aderiram à estratégia para perder peso e controlar o apetite. A alternância entre períodos de jejum com janelas de alimentação é indicada pela nutricionista das famosas Patricia Davidson e pelo Dr. Wesley Schunk. Em uma live no Instagram, os profissionais responderam dúvidas e explicaram os benefícios da prática.

Como começar o jejum intermitente

Existem diferentes protocolos, mas o indicado é que iniciantes comecem aos poucos para que o corpo se adapte à nova rotina. Para Patricia Davidson, uma boa opção é intercalar doze horas de jejum com outras doze horas de alimentação liberada - protocolo 12/12. Durante essa janela, o paciente deve controlar o número de refeições ao dia e prezar pela qualidade nutricional dos alimentos. "Se você vai fazer duas ou uma refeição ao longo do dia, essa refeição tem que ter uma densidade nutritiva muito grande", argumenta a nutricionista de Bruna Marquezine. "Não dá para escolher produtos industrializados ou porções pequenas", frisa. Cabe ao paciente escolher sua dieta favorita, seja ela cetogênica, low carb e até vegana.

Os benefícios do jejum intermitente

"O jejum intermitente não só baixa a insulina, mas controla o apetite e ajuda na saciedade", explica Patricia. Segundo a nutricionista, uma quantidade de insulina muito alta é mobilizada quando há um enorme consumo de carboidrato, e isso favorece o ganho de gordura corporal - principalmente na região central. Ao reduzir a insulina no corpo, a estratégia diminui o apetite do paciente. A ideia é usar a gordura como reserva de energia em vez de açúcares e carboidratos.

Método de emagrecimento envolve mitos e contraindicações

Ao contrário do que muitos pensam, o paciente não corre o risco de desmaiar nem passar fome quando adere ao jejum intermitente. E a prática esportiva também não fica comprometida durante o período de jejum. De acordo com Wesley, a estratégia de emagrecimento acelera o metabolismo devido ao aumento de lipólise (isto é, a queima de gordura) e não provoca a perda de massa magra. Entretanto, há algumas contraindicações que devem ser levadas em consideração. Portadores de distúrbios alimentares e grávidas não devem seguir o jejum intermitente. Já lactantes e pessoas com diabetes representam uma restrição seletiva à prática.

Os 'sabotadores' do jejum

Segundo o Dr. Wesley Schunk, o principal sabotador para quem começa a fazer o jejum intermitente é o desconhecimento alheio. Contar para outras pessoas pode desmotivar a prática, já que muita gente ainda torce o nariz para a ideia de "passar muito tempo sem comer". O nutricionista também cita a falta de adequação nutricional dos pacientes, que iniciam o processo de maneira errada ou quebram o jejum, e pensamentos negativos. "Nossa, eu vou passar fome. Eu não vou conseguir. Eu vou perder massa magra", conta. São medos recorrentes, mas que não se confirmam.

(Por Bruna Vilar)

PurePeople
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