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Iza escondia corpo com medo de assédio: 'Tinha crise de pânico quando ia à rua'

Capa da revista 'Women's Health' de agosto, a intérprete do hit 'Pesadão' contou que a aceitação aconteceu naturalmente: 'Fui me desconstruindo e me dando tempo para evoluir, ver meu corpo mudar. Tive que ter paciência comigo mesma. Não adianta nada dizerem que você está linda se você não se sente bonita. Depois que entendi isso, resolvi parar, olhar no espelho e ver cada coisa que gosto em mim

9 ago 2018
16h00
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Iza abriu seu coração e relatou, em tom de desabafo, ter escondido o corpo desde pequena com medo do assédio. "Sempre fui muito assediada na infância. Isso fazia com que me escondesse, com que não gostasse do meu corpo", revelou a cantora, capa do mês de agosto da revista "Women's Health". "Tinha medo, crise de pânico quando ia para a rua. Pavor de algum homem me seguir. Acho que todas as mulheres já passaram por isso, né?", disse a apresentadora do "Música Boa - Ao Vivo", representante das mulheres negras na televisão.

'Tive que ter paciência comigo mesma'

Segundo a artista, a desconstrução aconteceu com o tempo e, com isso, passou a amar o que via no espelho. "Fui me desconstruindo e me dando tempo para evoluir, ver meu corpo mudar. Tive que ter paciência comigo mesma. Não adianta nada dizerem que você está linda se você não se sente bonita. Depois que entendi isso, resolvi parar, olhar no espelho e ver cada coisa que gosto em mim", explicou.

'Venci as minhas inseguranças', diz Iza após ver capa de revista

Apontada como próxima popstar internacional, a artista aparece em destaque na revista com cachos definidos em um penteado semipreso, beleza de André Veloso, e exibindo a boa forma - resultado de dieta equilibrada - ao posar de biquíni e croppeds, uma produção da styling Bianca Jahara. "Toda capa de revista é uma validação de que eu venci as minhas inseguranças", disse.

Cantora aconselha sobre aceitação: 'Segredo é descobrir o que mais ama em você'

Em entrevista ao Purepeople, Iza já havia contado que passou por um processo de aceitação após sofrer com o racismo. "Já sofri racismo, sim. Não lidava bem com o meu corpo e com a minha cor, eu sempre achei que tinha que fazer parte de um padrão, corresponder a um determinado estereótipo do que as pessoas achavam bonito, do que achavam legal e nem sempre foi fácil. Com o tempo, graças a Deus, eu consegui enxergar o meu valor e desconstruir tudo o que a sociedade coloca na nossa cabeça e passei a me amar. Acho que o maior segredo é você descobrir aquilo que você mais ama em você e começar a trabalhar nisso todos os dias, porque tudo ao nosso redor muda quando começamos a nos amar de verdade", aconselha.

(Por Rahabe Barros)

PurePeople

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