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'BBB19': trigêmeo e ator, Rodrigo já foi papai Noel. 'Representatividade'

Ativista de direitos humanos e com formação em Ciências Sociais, o carioca de 40 anos viveu o racismo de perto quando morou nos EUA. 'Quando eu estudei fora, eu era praticamente o único negro. Foi bastante duro. Lá eu não tinha quem me protegesse, era um cidadão de segunda classe. Foram dois anos. Foram anos difíceis, mas tudo bem', disse ao ser apresentado como integrante do reality.

9 jan 2019
23h33
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Carioca como o estudante de biologia Danrley e a youtuber vegana Hana, Rodrigo França é mais um participante do "Big Brother Brasil 19": nascido no subúrbio do Rio de Janeiro, ele mora atualmente na zona Sul da cidade, mas sabe da importância de seu passado. "Tenho uma lembrança boa. Não foi uma infância de luta, de passar fome. Meus pais batalharam muito para gente ter a melhor educação", explicou ao "Gshow" ator e cientista social de 40 anos, que é gêmeo de dois irmãos: "A gente era muito parecido e usava uma pulseirinha com o nosso nome. A minha mãe criou a gente a partir das nossas individualidades".

Ator lembra preconceito no exterior: 'Era um cidadão de segunda classe'

Durante um período de estudos nos Estados Unidos, Rodrigo relatou ter vivido de perto o preconceito racial. "Quando eu estudei fora, eu era praticamente o único negro. Foi bastante duro. Lá eu não tinha quem me protegesse, era um cidadão de segunda classe. Foram dois anos. Foram anos difíceis, mas tudo bem", afirmou o artista, que se considera ativista, tal como a baiana publicitária Carolina, outra integrante confirmado no reality, cuja decoração será inspirada em Michael Jackson. Apesar de ser diagnosticado com dislexia na juventude, na maturidade ele ainda ensinou sua avó a se alfabetizar. "Na minha época, não tinha psicopedagogia. A menina e o menino que tinham dislexia eram burros", lamentou.

Nudes não são questão: 'Família sempre lidou bem com corpo'

Assim como o catarinense Alan, ele revelou ter enviado nudes no passado. "Sou de uma família que sempre lidou com o corpo, antes de saber que existia naturismo. Hoje, me enquadro nisso. Estou de roupa porque estou trabalhando", ponderou. E se Títi, filha de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso ganhou a visita de um papai Noel negro pela primeira vez no Natal de 2018, fantasiar-se nas festas de fim de ano é um hábito de Rodrigo. "Uma criança me disse: o senhor é mais bonito que o outro Papai Noel. Isso é importante porque é uma criança negra, se reconhecendo bonita. Principalmente na Baixada Fluminense, que tem uma grande concentração de negros e muitos não se autodeclaram. A gente conversa com essas crianças e elas começam a se autodeclarar como bonitos", destacou.

(Por Marilise Gomes)

PurePeople

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