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Alessandra Negrini vai de índia em bloco e causa polêmica

"A luta indígena é de todos nós e por isso eu tive a ousadia de me vestir assim", justificou a atriz, que acusada de apropriação cultural

17 fev 2020
12h13
atualizado às 15h22
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Alessandra Negrini gerou polêmica ao surgir vestida de índia no bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, em São Paulo, neste domingo (16). A atriz, que sempre tem posicionamentos feministas e empoderados, explicou a fantasia cheia de referências, na tentativa de afastar as críticas de apropriação cultural ao usar um cocar e pintura espalhada por parte de seu corpo, conforme foi acusada.

Alessandra Negrini usou cocar e pintura espalhada por parte de seu corpo em bloco 
Alessandra Negrini usou cocar e pintura espalhada por parte de seu corpo em bloco
Foto: AGNews, Thiago Duran / PurePeople

"Hoje a rainha está recebendo convidados", comentou, fazendo referência a líder indígena brasileira Sônia Guajajara e outras mulheres presentes no evento. "Hoje para mim a questão indígena é a central desse país. Ela envolve não somente a preservação da cultura deles como a preservação das nossas matas. A luta indígena é de todos nós e por isso eu tive a ousadia de me vestir assim", disse ao jornal Folha de São Paulo.

À frente do bloco desde 2013, Alessandra Negrini, que surpreendeu de noiva em 2016, não esconde a paixão pelo carnaval e pelo Acadêmicos do Baixo Augusta. "É um bloco ativista, sempre lutamos para estar na rua, abrir caminhos. Lutamos pelo carnaval de rua, pelo direito de ocupação da cidade. Levantamos a bandeira da diversidade, da liberdade e da inclusão. Antes do Baixo Augusta não havia o desfile na rua da Consolação, por exemplo, fomos pioneiros em muita coisa. A nossa história se confunde com a do crescimento do carnaval de rua de São Paulo, que era pequeno e agora é um dos maiores do Brasil. Nos orgulhamos muito disso", declarou ela, espécie de símbolo para o público LGBT.

"É muito lindo ser querida pelo público, sinto isso quando estou lá em cima do carro. Sinto o amor das pessoas, por isso continuo. E dá trabalho, viu? Não pense que é fácil!", completou ao "Extra".

(Por Rahabe Barros)

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