Justiça manda prender 'Mãe Loira do funk' e polícia faz buscas por ex-vereadora acusada de tortura
Ex-vereadora foi sentenciada a mais de 10 anos de prisão pela agressão ao ex-marido, Márcio Costa, em 2011; policiais fizeram buscas, mas não a localizaram
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão da ex-vereadora Verônica Costa, a "Mãe Loira do funk", condenada a dez anos e oito meses de reclusão por torturar o ex-marido, Márcio Costa, em 2011. Segundo as investigações, a vítima foi mantida amarrada e sob agressões durante 20 horas por familiares sob as ordens de Verônica, que sempre negou as acusações. A Polícia Civil realizou buscas em seus endereços, mas ela não foi localizada e agora é oficialmente considerada foragida da Justiça.
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão da ex-vereadora Verônica Costa, conhecida como "Mãe Loira do funk". Ela foi condenada a dez anos e oito meses de prisão pelo crime de tortura contra o ex-marido, Márcio Costa, em um episódio ocorrido em 2011. O mandado foi expedido na última segunda-feira (21) pela 16ª Vara Criminal do Rio.
Nesta quarta-feira (24), policiais foram até a residência de Verônica, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, para cumprir a ordem judicial, mas ela não foi encontrada. Agentes da Divisão de Capturas da Polícia Civil também realizaram buscas em outros endereços ligados à ex-vereadora. Até o momento, ela não foi localizada e é considerada foragida.
Acusações de tortura
O caso veio à tona em fevereiro de 2011, quando Márcio Costa procurou a polícia e acusou Verônica, que era sua mulher na época, e quatro familiares dela de mantê-lo sob agressões por mais de 20 horas na residência do casal, no Recreio.
De acordo com a investigação, o irmão, a irmã, o cunhado e o padrasto da então vereadora teriam agido sob suas ordens e prendido Márcio no banheiro. O ex-marido relatou que teve os pés e os pulsos amarrados com cordas e correntes. Ele também afirmou que um produto químico teria sido jogado sobre seu corpo e que houve ameaça de que ele seria incendiado.
O episódio provocou uma série de acusações públicas entre Verônica e Márcio, que apresentaram versões diferentes sobre o que teria acontecido.
Condenação
Inicialmente, Verônica havia sido condenada a cinco anos e dez meses de prisão. Após recurso apresentado pelo Ministério Público, a pena foi ampliada para dez anos e oito meses. A decisão foi tomada por unanimidade pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Depois do episódio, Verônica acusou o ex-marido de ser usuário de drogas e afirmou que ele teria entrado em sua residência sem autorização e levado objetos do imóvel.
Em março de 2011, Márcio apresentou à 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) um laudo que apontava resultado negativo para a presença de maconha e cocaína em seu sangue. Ele também negou ter retirado objetos da casa da ex-mulher.
Verônica, por sua vez, sempre negou ter torturado o ex-marido.
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