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Daniel Boaventura luta para conciliar carreiras de ator e cantor

11 mar 2013 - 15h26
(atualizado às 15h46)
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Ator de 42 anos atualmente interpreta o malandro Nenê em 'Guerra dos Sexos'
Ator de 42 anos atualmente interpreta o malandro Nenê em 'Guerra dos Sexos'
Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias / TV Press

A música exerce um papel fundamental na trajetória de Daniel Boaventura como ator. Foi a partir de uma malsucedida investida como cantor, em meados dos anos 1990, que ele se descobriu no teatro musical. E com a repercussão de seus espetáculos, acabou chamando a atenção dos diretores da TV.

"Sou baiano e comecei a cantar na época que o Axé dominava o Brasil. Apesar de não ter nada contra o ritmo, não é bem o que eu queria para mim. Por isso, canalizei a minha vontade nos musicais e desenvolvi meu lado ator", explica o intérprete do malandro Nenê, de Guerra dos Sexos.

Em sua oitava novela na Globo e com passagens pelo SBT, em Amor e Ódio, de 2002, e pela Record, em Essas Mulheres, de 2005, Daniel se sente acolhido pela televisão. Por isso, entre tantos compromissos com a música e o teatro, ele encara o trabalho na TV como prioridade. "Não sei fazer nada apenas por fazer. E sei da responsabilidade que é estar na casa de tantos telespectadores."

Atualmente Daniel precisa conciliar as gravações do folhetim de Silvio de Abreu com as apresentações do musical A Família Addams – no qual vive patriarca Gomes –, em temporada no Rio de Janeiro, e com os shows da turnê de seu primeiro DVD, Daniel Boaventura Ao Vivo, lançado em 2011. "O esquema é bem cansativo. Mas os diretores e a equipe de produção da novela cooperam para que eu consiga dar conta de tudo. Eu não abuso, mas existe uma tolerância que me deixa conciliar os projetos."

Acostumado a interpretar tipos cômicos na TV, o ator se sente à vontade na pele de Nenê, um malandro inveterado que se mantém no dia a dia por meio de "pequenos golpes". Sem se ater apenas à primeira versão do folhetim, exibida em 1983, na qual o personagem foi interpretado por Hélio Solto, Daniel entrega que construiu Nenê inspirado em tipos vividos por Jorge Dória e pelo ator americano Jack Nicholson. "Acho fantástica a maneira com que esses dois atores incorporam a figura do 'cafajeste amigo', aquele cara que apronta com todo mundo, mas é benquisto", diverte-se.

Assim que soube que iria interpretar um personagem do tipo conquistador, Daniel tratou de fechar a boca e malhar. No entanto, ao longo das primeiras gravações da novela ao lado do diretor Jorge Fernando, ele percebeu que, felizmente, não precisaria encarar um rotina de exercícios para isso. "Eu achava que o Nenê teria de ter um corpo definido. Mas, no início do trabalho, fiz uma cena em que ele fingia ser um cara que gostava de malhar. A partir daí, vi que tudo ao redor dele é puro fingimento e relaxei."

Ainda assim, Daniel deixa claro que gostaria de investir mais em papéis sérios e naturalistas. "Sou mais convidado para tipos cômicos e o ideal é ter um equilíbrio. Em Passione, tive de reaprender a trabalhar feições mais sisudas e foi interessante. A diversidade sempre acrescenta."

Só no gogó

Com três álbuns e um DVD no currículo, Daniel vem, aos poucos, mostrando sua porção cantor. "A Globo é uma grande vitrine e minha imagem está ligada ao meu trabalho de ator. Por isso, acho que só agora estão prestando mais atenção na minha voz."

Prestigiado no meio teatral e no televisivo, ele acredita que, atualmente, se firmar na carreira musical é extremamente difícil por conta da derrocada da indústria fonográfica. "Gravei meu primeiro CD em 2007 e ele vendeu muito bem. Mas, se fosse em 1997, venderia 10 vezes mais", destaca, analisando as 45 mil cópias vendidas pelo álbum Song 4 U, lançado pela Sony Music.

Com voz talhada pelas adaptações brasileiras de famosos musicais que participou, como Chicago, A Bela e A Fera e My Fair Lady, Daniel pretende continuar investindo em seu lado "crooner", que o faz recriar clássicos internacionais como Fly Me To The Moon (In Other Words) e Can't Take My Eyes Off You, canções americanas que fazem parte do repertório de seus shows. "Além de adorar músicas do gênero, acho que é o tipo de melodia que combina com a minha voz."

Instantâneas

Quando o assunto é teatro musical, um dos atores preferidos de Daniel Boaventura é o americano Nathan Lane, que, inclusive, é quem interpreta Gomez na versão original do musical A Família Addams

Mesmo orgulhoso de suas origens baianas, Daniel achou que neutralizar o forte sotaque da região seria importante para não limitar seus personagens. "Mas é só eu ficar nervoso ou encontrar com alguma baiana que o sotaque volta na hora"

Daniel foi o primeiro homem a figurar em uma campanha publicitária internacional dos sabonetes Lux. Veiculada no ano passado, na versão nacional do comercial, ele aparece cantando a música Rosa, de Pixinguinha. Para o resto do mundo, a música escolhida pela marca foi Always On My Mind, imortalizada por Elvis Presley

A estreia do ator na TV foi com um pequeno papel na minissérie Hilda Furacão, de 1998

Fonte: Terra
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