Caso Djidja Cardoso: suspeita de seita religiosa vem à tona após morte de sinhazinha; mãe e irmão vão presos
De acordo com investigações da Polícia Civil, os presos na quinta-feira (30/5) eram responsáveis por comandar a organização que fornecia e administrava uma substância alucinógena e altamente viciante
A Polícia Civil do Amazonas acaba de atualizar detalhes sobre a morte de Djidja Cardoso, que faleceu no início desta semana. Segundo informações do Portal Leo Dias, autoridades apuraram o relatório preliminar da investigação e confirmou a existência de uma "seita religiosa" criada pelos familiares da jovem.
De acordo com o documento, o irmão e a mãe de Djidja Cardoso, além de três funcionários do salão Belle Feme, comandavam a seita "Pai, Mãe, Vida". O esquema criminoso fornecia, administrava uma substância alucinógena e altamente viciante de uso veterinário conhecido por ketamina. Além disso, a seita obrigava os funcionários a usarem as substâncias alucinógenas para continuarem trabalhando no local.
Irmão de Djidja foi preso também por estupro
Uma das vítimas disse em depoimento que os donos da seita prometiam curar qualquer tipo de problema com a substância. "Os integrantes dessa espécie de seita falavam que o uso da Ketamina auxiliava a resolver os problemas e por isso convenciam funcionários e amigos a iniciar com o uso dessa droga", declarou.
Já outra pessoa envolvida, revelou ter sofrido estupro de Ademar, irmão de Djidja e contou em depoimento que ouviu da mãe de Sinhazinha, Cleusimar, que era pra usar a droga pois era "necessário para a declarante [vítima] se curar".
O pai de outra mulher acusou a empresa MAXVET como responsável por distribuir o analgésico de maneira ilegal. Com isso, agora a polícia trabalha com a possibilidade de Djidja ter falecido por overdose do entor...
Matérias relacionadas