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Amazon estaria negociando a compra da MGM

18 mai 2021 01h27
| atualizado às 01h36
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Foto: Divulgação/MGM / Pipoca Moderna

Enquanto o mercado tenta entender a fusão entre WarnerMedia e Discovery, notícias de um novo negócio começam a sacudir a indústria do entretenimento. A possibilidade de a Amazon estar em vias de comprar o estúdio MGM vazou no final de segunda (17/5).

A novidade está alinhada com informações de dezembro passado, de que a empresa estava em busca de um comprador. O Wall Street Journal afirmou na época que a MGM tinha contratado os bancos Morgan Stanley e LionTree para avaliar e oferecer seu portfólio à venda.

Além da Amazon, a Apple também teria aberto conversas com o estúdio, mas o preço da aquisição foi considerado muito elevado para o prosseguimento das negociações.

De fato, a venda da MGM tem sido cogitada há vários anos, mas nunca foi formalizada porque nunca houve consenso sobre o preço de seu acervo. Os acionistas acreditam que sua biblioteca de títulos está especialmente valorizada na atual era de streaming, em que uma multidão de plataformas compete por conteúdo e espectadores.

Aparentemente, a MGM quer US$ 10 bilhões por todos os seus ativos, que incluem o catálogo de um dos estúdios mais antigos de Hollywood (fundado em 1924), repleto de clássicos ("O Mágico de Oz", "E o Vento Levou", "Rocky", "O Silêncio dos Inocentes"), franquias cobiçadas no mundo do streaming (como os filmes de 007 e três séries longevas de um mesmo universo, "Stargate"), além de atrações modernas como os filmes "Creed", "A Família Addams", "Nasce uma Estrela", as séries "The Handmaid's Tale", "Vikings", "Fargo", reality shows como "The Voice", "Survivor", "Shark Tank" e até um canal de TV paga, o Epix.

O negócio também daria inclui os direitos criativos de todas as produções - menos 007, que é propriedade da EON Productions - , que poderiam render novas continuações, remakes e séries derivadas.

A Amazon acaba de atingir 200 milhões de assinantes Prime em todo o mundo e estaria considerando a aquisição da MGM como estratégia para aumentar seu catálogo rapidamente, visando atrair ainda mais clientes em todo o mundo. A ideia é tirar a pressão de eventual perda de conteúdo por parte dos estúdios que estão lançando suas próprias plataformas, e da falta de novas produções inéditas devido às paralisações durante a pandemia, buscando um reforço de títulos para avançar no mercado e preocupar a Netflix.

Segundo as notícias que circulam, a plataforma chegou num número que não desagrada completamente a MGM. Seria uma oferta na casa dos US$ 9 bilhões, em vias de ser finalizada.

A negociação está sendo conduzida por Mike Hopkins, vice-presidente sênior da Amazon Studios e Prime Video, em contato direto com o presidente do conselho da MGM, Kevin Ulrich, que também é representante da Anchorage Capital, maior acionista do estúdio.

Vale lembrar que a Amazon já oferece atualmente o catálogo da MGM num combo que inclui a plataforma do estúdio e o Amazon Prime Video. O combo está disponível para assinatura inclusive no Brasil.

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