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Descubra o game “espírita” que foi um tremendo fiasco

Você é assassinado e seu espírito volta para desvendar o crime. A premissa “espírita” era promissora, mas foi um fiasco.

4 jun 2018
08h42
atualizado em 5/6/2018 às 08h32
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Quando o estúdio norte-americano Airtight anunciou o lançamento do jogo Murdered: Soul Suspect através da Square Enix, nos idos de 2013/2014, confesso que criei uma enorme expectativa. Seja por conta de minhas convicções pessoais ou pela enorme gama de possibilidades que o enredo oferecia com sua mecânica “espírita”, o fato de um jogo permitir que seu espírito investigue seu próprio assassinato após sua morte parecia instigante. Mas a coisa não saiu como esperado.

Temos aqui um game de aventura paranormal em terceira pessoa em que você está na pele de Ronan O’Connor, um detetive que morreu, mas quer continuar investigando ― inclusive sua própria morte ― seus casos lá do “outro lado”, através de seu espírito.

Foto: Square Enix / Divulgação

Só que a coisa é mais complicada do que ele imaginava: enquanto faz suas investigações, ele precisa enfrentar demônios das profundezas e lidar com as estranhas leis que regem os fantasmas na cidade de Salem.

Essas tais leis, aliás, dificultam bastante que ele consiga fazer as coisas mais básicas que os detetives fazem. Não dá para interrogar uma testemunha para saber o paradeiro de um suspeito ou passar aquele pozinho “mágico” que revela pegadas nas cenas de um crime. Nesses casos, ele precisa “influenciar” as coisas através do The Dusk, uma espécie de limbo que separa o mundo dos vivos do dos mortos. Ele pode até entrar no corpo de algumas pessoas, mas sob algumas condições específicas.

Seu espírito investiga sua própria morte... Como poderia ser um jogo ruim? É, mas foi.
Seu espírito investiga sua própria morte... Como poderia ser um jogo ruim? É, mas foi.
Foto: Square Enix / Divulgação

Para compensar as limitações do mundo físico, Ronan tem algumas habilidades etéreas muito curiosas, como entrar no corpo de seres vivos para ouvir seus pensamentos, ver o que eles estão vendo e até ouvir conversas que podem ajudar a resolver determinados casos misteriosos.

Ao contrário do que possa imaginar, a solução de sua própria morte é rápida, pois ele descobre que seu assassino na verdade queria matar uma mulher que estava escondida em seu apartamento e fugiu na hora do ataque. Agora ele vai ter que ir atrás da mulher para descobrir o que de fato aconteceu. A coisa começa a complicar demais e o jogo se perde pelo caminho.

O fato é que todas as possibilidades que a premissa “espírita” oferece se perdem em um sistema de combate pobre, um game de curta duração e, o pior de tudo, fácil demais. Amigo, se existe um pecado mortal para games de hoje em dia é ser fácil demais, pois atira  o “fator replay” para zero. Em outras palavras: a gente esquece do jogo assim que ele acaba.

Passados quatro anos do lançamento, decidi tentar mais uma vez jogar Murdered: Soul Suspect, afinal, na época talvez tenha sido rigoroso demais com minhas primeiras impressões do game. Infelizmente, após tantas mudanças tecnológicas e conceituais do mundo dos jogos eletrônicos nos últimos anos, Murdered: Soul Suspect hoje em dia parece até mesmo pior do que era quatro anos atrás. Uma pena.

 

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