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Pixel Ripped 1989, game brasileiro de realidade virtual, sai nesta terça

Com visual inspirado no clássico Game Boy, jogo traz 'aventura dentro de aventura'; para salvar mundo mágico em console portátil, jogador tem de distrair professora em sala de aula

31 jul 2018
05h11
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Pixel Ripped 1989, game brasileiro de realidade virtual com lançamento previsto para esta terça-feira, 31, é um jogo no mínimo curioso. Nele, há duas missões: uma é fazer com que Dot, a personagem de um videogame portátil, salve seu mundo mágico de duas dimensões. A outra é fazer com que Nicola, a garota que comanda Dot na vida real em meio a uma sala de aula, consiga continuar apertando botões até o final da aventura sem chamar a atenção da professora e dos colegas.

"É tipo um A Origem dos videogames, um mundo dentro do outro", compara a game designer Ana Ribeiro, responsável pela criação do jogo, com o filme de Christopher Nolan. Concebido desde 2014, inicialmente como um projeto universitário de Ana apenas para testar a na época nascente tecnologia, Pixel Ripped 1989 terá versões para Oculus Rift, PlayStation VR e HTC Vive, por US$ 25.

De lá para cá, deixou de ser um projeto solo e virou um dos primeiros projetos do estúdio paulistano Arvore, dedicado a experiências de imersão. No meio do caminho, acabou se tornando um dos jogos que melhor explora as possibilidades da realidade virtual, com direito a captação de movimentos e tudo mais, além de um indefectível sabor nostálgico - quase como "um Stranger Things da realidade virtual."

Durante teste feito pelo Estado na Brasil Game Show do ano passado, o controle do PlayStation comandava os movimentos de Dot; já para distrair a professora na sala de aula, era preciso usar a cabeça. Literalmente: os movimentos dessa parte do corpo eram rastreados pela câmera do videogame - fazer um meneio para trás e depois para frente, por exemplo, atirava uma bolinha na lousa, suficiente para ganhar algum tempo e seguir jogando com Dot.

Gear Kid. Segundo Ana Ribeiro, o game terá cinco fases diferentes, ambientadas em locais diversos de uma escola - haverá, claro, uma fase no meio do recreio e outra na sala do diretor, com direito a uma luta com chefões. "Você sempre vai ter que voltar a jogar o Game Boy. Ou melhor, Gear Kid", diz ela - o tradicional videogame da Nintendo foi rebatizado e teve algumas características alteradas por questões de direitos de propriedade intelectual.

O jogo nasceu em um sonho de Ana, que é formada em Psicologia e, em 2009, largou a carreira no Tribunal de Justiça do Maranhão para estudar videogames. "Tive de aprender tudo de novo: programação, arte, visuais em 3D", diz ela.

"No meu sonho, o mundo real e o que acontecia na televisão começaram a se imergir - até uma hora que tudo parecia um jogo de Atari". Em Pixel Ripped 1989, também é assim - e este é apenas o primeiro jogo de uma série, garante a desenvolvedora.

"Queremos lançar outros jogos da série Pixel Ripped, em anos como 1978, 1983 e 1995", explica ela. "Em 1978, o protagonista vai ser um bebê, que se depara com o pai levando o primeiro videogame para casa, um Atari. Em todos os títulos, será preciso lidar com alguém querendo interferir no seu caminho para jogar videogame", conta Ana, como quem já teve de lidar com esses problemas muitas vezes.

Pixel Ripped 1989

Produtora: ARVORE

Plataformas: PSVR, Oculus Rift e HTC Vive

Preço: US$ 25

Já disponível no Brasil

Estadão Conteúdo

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