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Para mãe de gamer, é melhor jogar do que ficar na rua

29 nov 2012
17h14
atualizado às 17h40
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Se, para muitas mães, pode parecer prejudicial para o filho passar horas em frente à televisão jogando videogame, a funcionária pública Gladys Carreño pensa de uma forma diferente. Mãe do jovem Juan David Ribas, 15 anos, a colombiana, em São Paulo para acompanhá-lo na final da Copa Latino-Americana Playstation de Fifa 13, vê o hobby como positivo, já que impede o garoto de passar muito tempo nas ruas, segundo ela, inseguras. 

Se, para muitas mães, pode parecer prejudicial para o filho passar horas em frente à televisão jogando videogame, a funcionária pública Gladys Carreño pensa de uma forma diferente
Se, para muitas mães, pode parecer prejudicial para o filho passar horas em frente à televisão jogando videogame, a funcionária pública Gladys Carreño pensa de uma forma diferente
Foto: David Shalom / Terra

"Bogotá (capital da Colômbia), onde vivemos, é muito perigosa. Prefiro que ele fique o dia inteiro se divertindo em casa mesmo, com os amigos", disse ao Terra na tarde desta quinta-feira (29), no Hotel Pulmann, onde ocorre o evento. "Só que, ao mesmo tempo, eu me preocupo, porque ele joga por muito tempo. Às 23h, eu desligo a TV e o Playstation, mas tão logo adormeço ele já vai lá e liga tudo de novo."

Apesar disso, Carreño se mostra orgulhosa com a habilidade do garoto, o mais jovem participante da competição, que ainda inclui gamers do Chile, Honduras, Argentina, El Salvador, Peru e Brasil. Vestida como torcedora, com lenço no pescoço e faixa na testa com as cores da bandeira colombiana, ela era só sorrisos minutos antes de seu filho entrar em "campo" - foi instalado um carpete de grama sintética com demarcações típicas do futebol na área onde ocorrem os jogos -, crente na conquista do título, cujo prêmio são ingressos para acompanhar a decisão da Copa das Confederações, em 2013. "Estou muito orgulhosa. Jamais imaginei que esse hábito pudesse virar alguma coisa tão positiva. E ele vai ganhar, com certeza", apostou.

Também natural da capital da Colômbia, de onde pegou voo na manhã desta quinta para viajar a São Paulo, Sara Navas estava com um ar um pouco mais sério, ao início da competição. "Estou um pouco nervosa mesmo", afirmou. Assim como a conterrânea, ela, mãe do jovem Lucas Navas, garantiu também procurar impor limites ao volume de horas que o filho passa na frente do videogame. 

"É preciso controle, porque tudo o que é em excesso é muito ruim", explicou, enquanto aguardava ansiosa a entrada do garoto no local do torneio. "Mas ele não é viciado. Vai para a faculdade, volta para casa e não necessariamente joga todos os dias. Quando joga, é por uma, duas horas, no máximo."

Enquanto Navas está na capital paulista há apenas algumas horas, Carreño já teve a oportunidade de passear um pouco pela cidade, já que chegou na manhã de quarta (28). "São Paulo é muito bonita, pelo menos os lugares onde estivemos, na região central", disse, demonstrando empolgação com a forma como vem sendo tratada pelos paulistanos e, principalmente, pela variedade no comércio local. "Estava cheio de gente e os preços dos produtos estavam bem atraentes, muito parecidos com os da Colômbia. Adorei"

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Fonte: Terra
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