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Mulheres são maioria entre jogadores no Brasil, diz pesquisa

Segundo levantamento da ESPM, mulheres são 53% dos jogadores no País; homens lideram entre os 'fãs hardcore' de jogos eletrônicos

4 jul 2019
05h11
atualizado às 12h28
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Ao ouvir a palavra "gamer", qual é a primeira imagem que vem à cabeça? Provavelmente a de um adolescente sentado em frente à televisão, segurando um joystick. Mas, ao contrário do imaginário popular, o perfil mais comum do jogador brasileiro é ou uma mulher, entre seus 25 a 34 anos, que joga casualmente no smartphone - é o que indica a Pesquisa Game Brasil de 2019, realizado pela Sioux Group, Blend New Research e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Segundo a pesquisa, elas são 53% dos jogadores do País - pelo quarto ano consecutivo, as mulheres são maioria entre o público de games no País. Para a pesquisa, gamer é todo aquele que possuem o hábito de jogar jogos digitais, independentemente do estilo ou do nível de conhecimento sobre softwares e hardwares relacionados. "É semelhante ao que acontece com torcedores de futebol. 'Torcedor' é quem tem afinidade com determinado time, mas não necessariamente vai ao estádio ou considera que o esporte seja a principal forma de entretenimento", disse o presidente executivo da Sioux e professor da ESPM, Guilherme Camargo.

Pesquisa Games Brasil de 2019 traçou os comportamentos mais recorrentes dos gamers
Pesquisa Games Brasil de 2019 traçou os comportamentos mais recorrentes dos gamers
Foto: PGB 2019 / Reprodução / Estadão Conteúdo

A partir da entrevista de mais de 5 mil pessoas no Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia durante o mês de fevereiro, a pesquisa traçou dois principais perfis de gamers: o casual, que joga até três horas por dia em, no máximo, três dias por semana, e o hardcore. As mulheres representam 58,8% dos gamers casuais, enquanto os homens são 58,9% dos que se encaixam no perfil de usuários mais ativos.

Celular é a plataforma preferida

O smartphone é a plataforma mais utilizada pelos gamers. Mais de 80% usam o celular porque há a possibilidade de jogar em qualquer lugar (31,4%), o aparelho é prático (31,0%), está sempre à mão (30,6%) e é acessível (21,8%). Já o videogame é mais popular entre os hardcore gamers, que costumam pertencer às classes A ou B e prezam por melhores gráficos (35,3%) ou buscam maior controle durante o jogo (29,8%).

O computador também é o favorito de homens da classe A e B. Mas a diferença é que há a possibilidade de desempenhar outras atividades no computador. Então, o usuário casual utiliza o dispositivo para estudar e, no meio tempo, jogar. Já os hardcore jogam e depois trabalham ou estudam na máquina.

Atividade secundária

Poucos os jogadores se dedicam integralmente ao jogo. A prática de consumir games está geralmente vinculada a outras atividades, como assistir à TV (48,3%), escutar música (41%), navegar na internet (23,5%), comer (23,5%) e beber (23,3%).

Entre os produtos consumidos nas partidas, a pesquisa revelou que os hardcore gamers costumam comer mais que os casuais. Os hardcore consomem de duas a três categorias de alimento, principalmente refrigerante (39%), salgadinhos (38,1%) e sucos (35,7%). Já os casuais preferem somente salgadinhos (31,6%) e sucos (31,1%).

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Estadão
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